Zé Felipe é diagnosticado com síndrome do piriforme após dores nos glúteos

Destaques
- •Cantor Zé Felipe revela diagnóstico de síndrome do piriforme após sentir fortes dores nos glúteos.
- •A condição, que pode comprimir o nervo ciático, é tratada com reabilitação e analgésicos, mas a cirurgia é rara.
- •O tratamento conservador obteve resultados satisfatórios em 67,6% dos casos, segundo estudo.
O cantor Zé Felipe revelou na quarta-feira (28/10) que recebeu o diagnóstico de síndrome do piriforme após sentir fortes dores na região dos glúteos. O artista relatou nas redes sociais que estava em tratamento com medicamentos e associou o desconforto à prática de exercícios repetitivos. Inicialmente, o cantor acreditava que a dor estivesse relacionada a um problema no nervo ciático, mas o diagnóstico apontou para a síndrome.
A síndrome do piriforme ocorre quando o músculo piriforme, localizado nas nádegas e próximo ao quadril, comprime o nervo ciático. Essa compressão pode causar dor que se irradia pela perna, com sintomas que podem alcançar a parte posterior da coxa, panturrilha e pés. A dor tende a piorar com atividades como correr ou ao permanecer sentado por longos períodos, devido à pressão exercida na região.
Diagnóstico e sintomas da síndrome
O diagnóstico da síndrome do piriforme é eminentemente clínico e de exclusão. Ele é baseado na avaliação dos sintomas apresentados pelo paciente e em um exame físico detalhado. Durante o exame, o médico realiza movimentos específicos com a perna para identificar e reproduzir a dor, auxiliando na confirmação da condição. O Manual MSD descreve a síndrome como uma causa de dor ciática pouco compreendida e, por isso, frequentemente subdiagnosticada.
Os sintomas característicos incluem dor profunda nos glúteos, que pode se estender para a parte posterior da coxa, panturrilha e até os pés. A intensidade da dor pode variar, sendo agravada por atividades que aumentam a pressão sobre o músculo piriforme e o nervo ciático, como correr ou ficar sentado por tempo prolongado.
Tratamento e recuperação
O tratamento para a síndrome do piriforme geralmente prioriza a abordagem conservadora. Ele inclui a interrupção temporária das atividades que causam dor, a realização de sessões de reabilitação e o uso de analgésicos ou anti-inflamatórios para controle da dor. Alongamentos específicos para o músculo piriforme e a adoção de posições que aliviem a pressão na região, especialmente ao sentar, também são recomendados.
Em alguns casos, a aplicação de corticosteroides na região próxima ao nervo pode ser utilizada para um alívio temporário da dor. A cirurgia é considerada um último recurso e é reservada para situações em que o tratamento conservador falha. Não há prazos de recuperação definidos nem garantia de cura definitiva, pois a recuperação depende da resposta individual ao tratamento.
O que diz a pesquisa
Um estudo retrospectivo publicado na revista HU Revista em 2022 analisou 34 casos de síndrome do piriforme com acompanhamento mínimo de seis meses. A pesquisa destacou que o tratamento clínico-conservador obteve resultados excelentes em 67,6% dos pacientes, bom em 26,4% e razoável em 5,8%. O estudo concluiu que, na presença de dor com característica ciática sem evidências de compressão radicular ou hérnia discal lombar, a síndrome do piriforme deve ser considerada como um diagnóstico clínico de exclusão, e que o tratamento conservador apresenta resultados satisfatórios na maioria dos casos.


