XP Investimentos ajusta carteira Top Ações para novembro com foco defensivo

Destaques
- •XP Investimentos removeu BTG Pactual e Nubank de sua carteira Top Ações para novembro, buscando um perfil mais defensivo.
- •A corretora incluiu JBS, WEG e Caixa Seguridade, além de aumentar a participação em Rede D'Or, em resposta a um cenário macroeconômico desafiador.
- •A carteira Top Ações teve queda de 7% em outubro, mas superou o Ibovespa, que recuou 9,9% no período.
A XP Investimentos anunciou mudanças em sua carteira Top Ações para novembro, adotando um perfil mais defensivo diante de um cenário macroeconômico considerado desafiador. A corretora incluiu as ações da JBS, WEG e Caixa Seguridade, ao mesmo tempo em que aumentou a participação na Rede D'Or. Em contrapartida, a XP zerou suas posições em BTG Pactual e Nubank, e reduziu a exposição a ativos mais ligados ao ciclo doméstico.
A decisão de retirar BTG Pactual e Nubank visa diminuir a exposição ao ciclo doméstico, pois a XP avalia que um ambiente macroeconômico mais difícil pode atrasar a retomada do mercado de capitais e pressionar a rentabilidade das instituições financeiras. A participação em Iguatemi também foi reduzida de 10% para 5%, enquanto a fatia de Rede D'Or subiu de 5% para 7,5%.
Novas apostas e justificativas
A inclusão da JBS, segundo os estrategistas da XP, Fernando Ferreira, Raphael Figueredo e Caio Souza, ocorre apesar de um terceiro trimestre mais fraco. A expectativa é de melhora das margens nos Estados Unidos, retomada das exportações para China e EUA, e benefício do câmbio mais depreciado.
A WEG foi adicionada para aumentar a proteção da carteira, por ser uma exportadora com hedge natural contra a desvalorização do real e exposição a vetores globais de crescimento. Já a Caixa Seguridade entrou na carteira por seu perfil resiliente em ambiente de juros elevados, destacando-se a forte atividade comercial, sinistralidade controlada e dividend yield próximo de 7%.
Desempenho da carteira
Em outubro, a carteira Top Ações da XP Investimentos registrou uma queda de 7%, um desempenho superior ao do Ibovespa, que recuou 9,9% no mesmo período. Desde o início da estratégia, o portfólio acumula uma alta de 31,4%, enquanto o Ibovespa avançou 36,7%.
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