Xi Jinping e Trump: Um Encontro de Gigantes com Pós-Gosto de "Quase"

Destaques
- •Trégua comercial entre EUA e China prorrogada por poucos meses, aquém do desejado por Pequim.
- •Disputas sobre tarifas, terras raras e chips avançados adiadas para futuras negociações.
- •China busca proteger exportações em meio a desafios na economia doméstica e alto desemprego jovem.
A cúpula entre Xi Jinping e Donald Trump prometia grandes avanços, mas deixou um gostinho de "quase lá". A esperada trégua comercial, que suspenderia a guerra tarifária, foi estendida por apenas alguns meses, frustrando a China, que almejava um ano inteiro.
Isso significa que as principais batalhas sobre tarifas, o domínio chinês em terras raras e o acesso a chips americanos ficam para depois. A impressão é que os EUA querem mais de Pequim antes de ceder.
A pressão sobre Xi Jinping aumenta com a economia doméstica em compasso de espera: consumo retraído, desemprego jovem alto e preços de imóveis em queda. Proteger as exportações se torna vital.
Em relação a Taiwan, a China reiterou sua posição contra a venda de armas americanas, um ponto de atrito constante. Trump, por sua vez, adiou um pacote de US$ 14 bilhões, usando-o como moeda de troca.
Sobre inteligência artificial, o papo foi mais no campo das ideias do que de acordos concretos. Enquanto a China defende o controle humano sobre a IA, Trump minimiza os riscos de extinção.
A diplomacia dos pandas foi retomada, com a promessa de novos animais em breve. Mas, por trás da pompa e da recepção calorosa, a competição entre as duas superpotências segue acirrada. 🐼



