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Volkswagen: Trabalhadores alemães ameaçam greve contra cortes salariais

23 de outubro de 2026
Volkswagen: Trabalhadores alemães ameaçam greve contra cortes salariais

Destaques

  • •Trabalhadores da Volkswagen na Alemanha ameaçam greve a partir de janeiro se a montadora não reverter o cancelamento de acordos salariais.
  • •A montadora planeja congelar salários de 660 mil funcionários globalmente até 2030 e pode cortar 100 mil postos de trabalho.
  • •O sindicato IG Metall deu prazo até o final de outubro para a empresa recuar da decisão de rescindir acordos trabalhistas.

Trabalhadores da Volkswagen na Alemanha ameaçaram entrar em greve a partir de janeiro caso a montadora não reverta o cancelamento de acordos salariais históricos. O sindicato IG Metall estabeleceu o final de outubro como prazo para que a empresa recue da decisão, que afeta negociações sobre pagamento de férias e regras de jornada de trabalho.

A mobilização ocorre em meio a um plano de reestruturação da montadora europeia, que visa conter os impactos da concorrência chinesa, despesas com tarifas e gastos com a transição para veículos elétricos. Segundo o conselho de trabalhadores, a diretoria executiva planeja congelar os salários de 660 mil funcionários em todo o mundo até 2030. O plano de corte de custos pode atingir 100 mil postos de trabalho e levar ao fechamento de até quatro fábricas na Alemanha.

Ameaça de greve e prazo

O negociador-chefe do sindicato IG Metall, Thorsten Groeger, afirmou que uma ação massiva será iniciada caso a empresa não retire o aviso de rescisão dos acordos. Ele declarou que as mobilizações vão preparar o caminho para greves, que atualmente estão proibidas por uma trégua em vigor até 1º de janeiro.

Groeger deu à empresa até o final de outubro para retirar o aviso de rescisão. Ele destacou que a direção da Volkswagen deveria marcar a data de 1º de janeiro em suas agendas, pois é quando as paralisações podem começar.

Motivações e posicionamentos

A chefe do conselho de trabalhadores, Daniela Cavallo, destacou que as mudanças nas condições operacionais do mercado eram previsíveis. Ela pontuou que os funcionários esperam que a diretoria atue em conjunto com as lideranças trabalhistas para encontrar uma solução.

O sindicato acusa a montadora de se esquivar de compromissos assumidos em um acordo histórico no final de 2024, enquanto a Volkswagen afirma que busca todas as opções disponíveis para cortar custos e salvaguardar a competitividade. A empresa se recusou a comentar medidas específicas de corte de custos.

Próximos passos e alternativas

As negociações salariais oficiais estão previstas para começar, no máximo, no início de dezembro. No entanto, o sindicato pede que as conversas sejam antecipadas para 24 de novembro.

Uma das alternativas em análise é a criação de uma estrutura de transição, conhecida como “empresa de transferência”. O formato contaria com o apoio da agência federal de emprego alemã para requalificar profissionais e auxiliar na busca por novas vagas fora da montadora.

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