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Via Láctea é fotografada em Nova York e no sertão da Paraíba

23 de outubro de 2026
Via Láctea é fotografada em Nova York e no sertão da Paraíba

Destaques

  • •Fotógrafo capta imagem da Via Láctea sobre Manhattan usando filtro infravermelho.
  • •Registro no sertão da Paraíba mostra o céu escuro ideal para astrofotografia, mas também os efeitos da seca.
  • •Astrofotografia revela a beleza do céu noturno em contraste com a poluição luminosa e os desafios ambientais.

A beleza da Via Láctea foi capturada em duas imagens contrastantes: uma sobre o céu iluminado de Nova York e outra sobre a paisagem rural do sertão da Paraíba. As fotos, exibidas no programa Olhar Espacial, demonstram as diferentes condições de observação astronômica e os desafios ambientais.

A primeira imagem, registrada sobre Manhattan, nos Estados Unidos, apresenta um espetacular e, para muitos, inimaginável registro da Via Láctea. Para superar a intensa poluição luminosa de uma das cidades mais iluminadas do mundo, o fotógrafo Jason Kurth utilizou um filtro especial. Este filtro permite a passagem apenas da luz na faixa do infravermelho próximo. As lâmpadas de LED mais novas, predominantes em centros urbanos, emitem pouca luz nessa faixa do espectro, enquanto as estrelas emitem significativamente. Assim, foi possível visualizar a mancha leitosa da Via Láctea e um céu repleto de estrelas, mesmo em pleno coração de Manhattan. O icônico Empire State Building, que já ostentou o título de prédio mais alto do mundo, aparece alinhado com a Via Láctea no centro da imagem.

Astrofotografia em ambiente urbano

A técnica do infravermelho próximo foi crucial para contornar a poluição luminosa de Nova York. A maioria das luzes de LED modernas não emite nessa faixa do espectro, o que permitiu que a luz das estrelas se destacasse.

O resultado é uma visão impressionante da Via Láctea e de um céu estrelado, algo raramente associado a grandes metrópoles.

O céu escuro do sertão paraibano

Em contraste, a segunda imagem traz um registro da Via Láctea sobre a zona rural de Matureia, no Sertão da Paraíba. A região sediou o 13º Encontro Paraibano de Astrofotografia, reunindo astrônomos, astrofotógrafos e entusiastas em busca de céus escuros para observação e registro.

Na fotografia, além do centro galáctico, que abriga centenas de bilhões de estrelas, destacam-se o Casarão do Jabre, à direita, e a lâmina d’água do Açude Amparo. Este último já evidencia os efeitos da seca, um reflexo do fenômeno El Niño que afeta a região neste ano.

Contraste e desafios

A comparação entre as duas imagens ressalta a importância da preservação de céus escuros para a astronomia e a astrofotografia, ao mesmo tempo em que expõe os impactos ambientais, como a seca no Nordeste brasileiro.

A capacidade de registrar a Via Láctea em ambientes tão distintos sublinha tanto os avanços tecnológicos na fotografia astronômica quanto a fragilidade dos ecossistemas diante de fenômenos climáticos.

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