Vendas do varejo brasileiro perdem força em agosto com juros altos

Destaques
- •Vendas do varejo restrito avançaram apenas 0,1% em agosto, abaixo das expectativas do mercado.
- •Segmentos como móveis, eletrodomésticos e veículos, que dependem de financiamento, registraram quedas.
- •O Banco Central monitora a desaceleração para calibrar a política monetária e a inflação.
O comércio brasileiro mostrou sinais de cansaço em agosto, com as vendas do varejo restrito avançando apenas 0,1% na comparação com julho. O resultado ficou aquém das projeções de mercado, indicando que os juros elevados começam a frear o consumo.
A fraqueza se concentrou em setores mais sensíveis ao crédito, como móveis e eletrodomésticos, que recuaram 4,2%, e veículos, com queda de 1%. O varejo ampliado, que inclui materiais de construção, também registrou retração de 0,2%.
A atividade econômica perde fôlego, mas a situação é complexa.
Enquanto o crédito caro e o endividamento limitam o consumo, o mercado de trabalho aquecido e os gastos públicos sustentam a renda das famílias. Essa disputa impede uma retração mais acentuada, mas dificulta a queda rápida dos juros e desafia o Banco Central na calibragem da política monetária.
