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Vale e outras mineradoras brasileiras caem com minério de ferro na China

22 de outubro de 2026
Vale e outras mineradoras brasileiras caem com minério de ferro na China

Destaques

  • •Ações da Vale (VALE3) recuaram 3,97% em meio à queda do minério de ferro na China.
  • •Vendas de aços planos no Brasil caíram 7,2% em setembro, segundo dados da Inda.
  • •Produção chinesa de minério de ferro bruto teve recuo de 23,9% em setembro.

As ações da Vale (VALE3) fecharam a quinta-feira (22) em queda de 3,97%, cotadas a R$ 61,49. A mineradora brasileira acompanhou o desempenho negativo de suas congêneres no mercado internacional, influenciada pela desvalorização do minério de ferro na China. O contrato futuro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) recuou 1,62%, atingindo 669 iuanes (US$ 100,23) por tonelada.

No setor de mineração e siderurgia no Brasil, o reflexo foi sentido em outras grandes empresas. A CSN ON (CSNA3) perdeu 5,43%, a USIMINAS PNA (USIM5) fechou em queda de 4,81% e a GERDAU PN (GGBR4) cedeu 3,92%.

Queda nas vendas de aço no Brasil

Os números divulgados pela Inda reforçaram o cenário de retração. Em setembro, os distribuidores de aços planos, que representam cerca de um terço das vendas das usinas siderúrgicas nacionais, registraram uma queda de 7,2% na comercialização em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A queda nas vendas de aço plano no mercado interno pode ser um indicativo da desaceleração da demanda ou de uma antecipação de problemas na cadeia produtiva.

Acordo estatal chinês pressiona mercado

A desvalorização do minério de ferro foi impulsionada por notícias sobre um novo acordo fechado pela China Mineral Resources Group (CMRG), compradora estatal chinesa, com a mineradora Rio Tinto. Embora os detalhes do acordo não tenham sido totalmente divulgados, a comunicação verbal a algumas siderúrgicas sobre o fechamento do negócio, sem maiores explicações, gerou incertezas no mercado.

Fontes indicaram que a CMRG já havia orientado siderúrgicas em agosto a interromperem negociações com a Rio Tinto para remessas a partir de setembro, o que sugere uma estratégia de consolidação ou renegociação de contratos por parte do governo chinês.

Ainda segundo dados da consultoria Mysteel, as perdas das usinas entre os principais produtores de aço de Tangshan permaneceram estáveis, com o custo médio do ferro-gusa caindo em relação ao preço de fábrica.

Oferta abundante e produção doméstica em queda

Apesar da menor produção doméstica chinesa de minério de ferro bruto em setembro, que caiu 23,9% em relação ao ano anterior, totalizando 63,11 milhões de toneladas, a oferta geral no mercado permanece abundante. Dados do Escritório Nacional de Estatísticas da China apontam para essa queda na produção interna.

No entanto, analistas da Everbright Futures destacam que a produção estável das minas no exterior, os robustos embarques e chegadas portuárias, além dos elevados estoques portuários, indicam uma oferta que supera a demanda no momento.

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