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Urna eletrônica brasileira completa 30 anos com segurança robusta

24 de outubro de 2026
Urna eletrônica brasileira completa 30 anos com segurança robusta

Destaques

  • •O sistema operacional UEnux, baseado em Linux e desenvolvido pelo TSE, garante a segurança e a autonomia do processo eleitoral brasileiro.
  • •Camadas de segurança física e lógica protegem a urna contra violações, com mecanismos de verificação de hardware, software e integridade dos periféricos.
  • •A biometria, embora não obrigatória para votar, agiliza a identificação e ajuda a detectar duplicidades no cadastro eleitoral.

A urna eletrônica brasileira, que completou 30 anos em 2026, opera com um sistema operacional próprio, o UEnux, baseado em Linux e desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Este sistema, adotado a partir do modelo UE2008, foi projetado para executar exclusivamente as aplicações necessárias à votação, sem recursos de computadores convencionais e sem conexão à internet, reduzindo significativamente as vulnerabilidades.

O UEnux impede a instalação de programas externos e verifica as assinaturas digitais de todos os arquivos executados. Caso um programa não corresponda aos padrões oficiais de autenticidade, a urna bloqueia sua execução. Essa configuração, segundo especialistas, diminui a possibilidade de bugs e falhas, além de permitir ao Brasil o acesso ao código-fonte do sistema, garantindo autonomia estratégica.

Segurança em hardware e software

A proteção da urna vai além do software. Componentes como o teclado, o leitor biométrico e a impressora térmica contam com chips criptográficos que autenticam sua origem autorizada pelo TSE. O Módulo de Segurança Embarcado (MSE) atua como um cofre para chaves criptográficas, protegendo dados e assinando digitalmente os registros eleitorais.

Essas camadas de segurança garantem a autenticidade do sistema, a integridade dos periféricos, a proteção contra adulterações e a rastreabilidade dos resultados através do Boletim de Urna (BU). A segurança se inicia antes mesmo da votação, com a possibilidade de inspeção do código-fonte por instituições externas e a cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas.

Como os votos chegam à Justiça Eleitoral

Durante o processo eleitoral, a urna permanece desconectada de redes. Ao final da votação, ela gera o Boletim de Urna (BU) em formato impresso e digital. O arquivo eletrônico é assinado digitalmente e enviado por redes privadas (satélite ou fibra dedicada) para a totalização dos votos. O sigilo individual é assegurado pelo Registro Digital do Voto (RDV), que embaralha os votos para impedir sua associação direta aos eleitores.

A biometria, embora não seja obrigatória para votar nas Eleições 2026, facilita a identificação. Cerca de 10,99% do eleitorado ainda não possui cadastro biométrico. Para quem tem as digitais cadastradas, a urna realiza até quatro tentativas de reconhecimento. Se falhar, o eleitor informa o ano de nascimento para concluir a identificação, procedimento que também vale para quem não possui biometria cadastrada, desde que esteja com a situação eleitoral regular.

Benefícios da biometria e votação no exterior

A coleta biométrica é obrigatória para o alistamento eleitoral, exceto para quem se cadastra no exterior. No dia da votação, a biometria agiliza o processo e ajuda a detectar duplicidades no Cadastro Eleitoral, além de padronizar o atendimento e integrar a base da Identificação Civil Nacional (ICN). No exterior, a biometria não é utilizada durante a votação, mas a regularidade no Cadastro Eleitoral é essencial para o exercício do voto.

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