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Dynacom: A história da pioneira brasileira de consoles de games

24 de outubro de 2026
Dynacom: A história da pioneira brasileira de consoles de games

Destaques

  • •A Dynacom foi uma empresa brasileira que marcou época no mercado de games com consoles 'clones' de sucesso, como o Dynavision.
  • •A empresa enfrentou a concorrência de gigantes globais e a abertura do mercado, mas manteve-se ativa com produtos inovadores e parcerias.
  • •A Dynacom encerrou suas atividades de venda de eletrônicos em 2011, mas sua memória perdura entre colecionadores de games retrô.

A Dynacom, uma marca nacional que conquistou uma fatia relevante do mercado brasileiro de games com ideias arriscadas, marcou época principalmente pela linha Dynavision. Fundada em 1981 em São Paulo por Jerry Mayo e Gabriel Almog, a empresa iniciou produzindo cartuchos de Atari 2600 copiados e, aproveitando o período de reserva de mercado, avançou para fabricar seus próprios consoles.

O primeiro Dynavision, lançado em 1984, era um clone do Atari 2600, mas se destacou pela qualidade, design aprimorado e melhorias técnicas, como uma CPU mais poderosa e ausência de ruído na troca de cartuchos. O console contava com joysticks aprimorados, como o Dynastick. A empresa também ousou com o MegaBoy em 1985, uma espécie de "Atari portátil", e tentou o microcomputador MX-1600.

Outros consoles e a concorrência

Em 1989, a Dynacom lançou o Dynavision II, um dos primeiros clones nacionais do Nintendo Entertainment System (NES), o "Nintendinho". Embora tecnicamente superiores, os clones do NES enfrentaram maior concorrência, incluindo o Phantom System da Gradiente.

O Dynavision 3, de 1991, foi um dos mais conhecidos, com modificações como o controle Turbo Pad (inspirado no Mega Drive) e um painel com sensores de toque. Este modelo vendia como alternativa para quem não podia ter os consoles mais recentes da geração 16 bits. No mesmo ano, a reserva de mercado acabou com a abertura do mercado pelo então presidente Fernando Collor, aumentando a oferta de equipamentos estrangeiros e dificultando a vida das marcas nacionais.

Para se manter ativa, a Dynacom lançou ainda outros produtos na década de 1990, como o Dynavision 3 Radical e Action, o console portátil HandyVision, o clone do Mega Drive Mega Vision (que gerou um processo com a TecToy), o Dynavision 4 e o computador pessoal Magic Computer PC 95.

Parcerias e o fim das atividades

A Dynacom voltou aos holofotes no fim dos anos 2000 com uma parceria com o SBT, oferecendo consoles como prêmio em programas. Na época, o aparelho era popularmente chamado de "quase um PlayStation", apesar de ser tecnicamente inferior a consoles como o PlayStation 2.

A empresa continuou apostando em consoles que rodavam jogos de NES e possuíam games na memória ou em cartuchos multijogos, como o Dynavision PC Game e o Dynavision Xtreme. Lançou também o Wi Vision, uma imitação visual do Nintendo Wii.

Com menos espaço e verba, a Dynacom parou de fabricar hardware próprio em 2010 e "alugou" a marca para a Ceder Eletrônica. Fez parcerias para trazer portáteis chineses como o Dingoo e o Cybergame, este último marcando o fim da linha de consoles da marca. A empresa também lançou produtos como telefones fixos e MP3 players.

Em 2011, devido a críticas sobre a qualidade dos produtos e a falta de espaço no mercado, a Dynacom anulou o contrato de licenciamento com a Ceder Eletrônica e encerrou suas atividades de venda de eletrônicos em definitivo. A memória da Dynacom, no entanto, segue viva entre colecionadores retrô.

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