TSE discute "Exército do Lula" e "Tropa do Flávio" em meio a eleições

Destaques
- •O TSE debate o funcionamento de canais de apoiadores no WhatsApp, como "Exército do Lula" e "Tropa do Flávio".
- •A disputa envolve a definição de competências entre a Presidência e a Corregedoria-Geral Eleitoral.
- •Acompanhar as decisões do TSE sobre a regulamentação de canais de campanha e de apoiadores.
A Justiça Eleitoral está em polvorosa com a disputa em torno dos canais de apoiadores no WhatsApp, como o "Exército do Lula" e o recém-criado "Tropa do Flávio". A discussão chegou ao plenário do TSE, que precisa decidir como esses grupos devem funcionar, especialmente com o segundo turno das eleições se aproximando.
O cerne da questão é definir quem tem a palavra final: a Presidência ou a Corregedoria-Geral Eleitoral. O corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva defende que a decisão seja colegiada, enquanto o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, já suspendeu e reestabeleceu o canal pró-Lula em diferentes momentos.
A deputada Erika Hilton (Psol-SP) acionou o TSE para pedir a suspensão do canal "Tropa do Flávio", administrado por Nikolas Ferreira (PL-MG), com o mesmo argumento usado para o canal pró-Lula: falta de registro oficial. Ela alega que apenas o canal lulista, com seus 4 milhões de inscritos, está sendo "censurado", enquanto o grupo bolsonarista, com 1,5 milhão de seguidores, segue ativo.
O "Exército do Lula", criado por André Janones (Rede-MG), tem sido acusado pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) de disseminar desinformação. Janones, por sua vez, confirmou ter apagado cerca de 500 mensagens do canal, mas nega ter publicado conteúdo falso. Um relatório técnico do TSE não encontrou as fake news citadas, mas apontou que a exclusão de mensagens poderia ter prejudicado a análise.

