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Trump nomeia Stephen Miller como Chefe de Gabinete da Casa Branca

07 de novembro de 2026
Trump nomeia Stephen Miller como Chefe de Gabinete da Casa Branca

Destaques

  • •Stephen Miller, conhecido por políticas de imigração agressivas, assume o cargo de Chefe de Gabinete da Casa Branca.
  • •A nomeação sinaliza uma postura combativa de Trump em relação ao Congresso, especialmente após a derrota republicana nas eleições de meio de mandato.
  • •O novo Chefe de Gabinete terá que negociar com um Congresso com maioria democrata, enfrentando forte oposição de figuras políticas.

Donald Trump nomeou Stephen Miller como seu novo Chefe de Gabinete da Casa Branca, substituindo Susie Wiles. A decisão, anunciada na sexta-feira (06/11), ocorre após a derrota significativa do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato e pode indicar uma preparação para confrontos políticos, em vez de um gesto de conciliação com o Congresso.

Miller, um conselheiro de longa data e operador político de Trump, é conhecido por ser a força motriz por trás das políticas de imigração mais agressivas do governo anterior. Ele já expressou sua disposição em "lutar com todas as nossas forças para apoiar nosso presidente e defender esta magnífica república".

O papel do Chefe de Gabinete

O Chefe de Gabinete é uma das posições mais poderosas em Washington, atuando como guardião do presidente, definindo a agenda da Casa Branca e sendo o principal negociador com o Congresso e outros atores políticos. Trump afirmou que Miller "entende a situação" e está com ele "desde o início".

Miller se juntou à equipe de campanha de Trump em 2016 como estrategista e permaneceu leal ao ex-presidente durante seu exílio político, retornando ao cargo de vice-chefe de gabinete para políticas públicas em um eventual segundo mandato.

Antecedentes e controvérsias

Stephen Miller ganhou notoriedade por suas políticas de imigração, incluindo o aumento do financiamento para operações de fiscalização. Ele foi criticado por chamar um imigrante morto por agentes federais de "terrorista doméstico". Relatos também indicam seu envolvimento em operações militares controversas no exterior.

Em contraste, Susie Wiles, a antecessora, construiu uma reputação de profissionalismo calculista, evitando as turbulências que marcaram o primeiro mandato de Trump. No entanto, o presidente teria se desentendido com ela nos últimos meses, especialmente após o declínio de sua popularidade e a derrota eleitoral.

Desafios e oposição política

A nomeação de Miller, um político de linha-dura, prepara o terreno para um confronto com o Congresso, onde os democratas detêm a maioria. Miller é amplamente detestado por democratas e até por alguns republicanos. O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, o chamou de "xenófobo perigoso e um extremista imprudente".

Apesar de críticas de figuras como o senador republicano Thom Tillis, que o chamou de "incompetente", outros republicanos, como o senador Mike Lee, o elogiaram como um "verdadeiro guerreiro conservador" e "lutador incansável pelo Presidente Trump".

Com os democratas prometendo investigações e maior fiscalização sobre o governo Trump, a escolha de Miller sugere que o presidente busca um aliado combativo para administrar a Casa Branca.

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