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Tratamento para insuficiência cardíaca melhora memória em pacientes com Alzheimer

21 de outubro de 2026

Destaques

  • •Terapia não invasiva, criada nos anos 70, mostra potencial para reverter declínio cognitivo em estágios iniciais da doença.
  • •Estudo com 190 pacientes indica que 78% apresentaram melhora após seis meses de tratamento, com ganho médio de cinco pontos em escalas cognitivas.
  • •A técnica, conhecida como contrapulsação externa aprimorada (EECP), já é aprovada nos EUA para outras condições cardíacas, mas seu uso para Alzheimer é experimental e pouco difundido no Brasil.

Um tratamento não invasivo, originalmente desenvolvido na década de 1970 para insuficiência cardíaca, tem demonstrado potencial para melhorar a memória e as funções cognitivas em pacientes com Alzheimer. A técnica, conhecida como contrapulsação externa aprimorada (EECP), utiliza compressões ritmadas nas pernas e glúteos para estimular a circulação sanguínea, o que, segundo pesquisas recentes, também pode aprimorar o fluxo de sangue no cérebro.

Resultados promissores em estudo inicial

Um estudo publicado em maio na revista American Journal of Alzheimer’s Disease & Other Dementias acompanhou 190 pacientes com comprometimento cognitivo leve ou Alzheimer em estágio inicial. Metade dos participantes recebeu o tratamento com EECP, enquanto a outra metade utilizou um placebo.

Os resultados indicaram que cerca de 78% dos pacientes tratados com EECP apresentaram melhora em relação ao seu nível basal após seis meses. Em média, os participantes ganharam cinco pontos em escalas cognitivas, o que equivale a uma recuperação de um a dois anos de função perdida. Os testes abrangeram memória, atenção, linguagem, raciocínio lógico e habilidades diárias.

O que diz a pesquisa

Um estudo publicado em maio de 2026 na American Journal of Alzheimer's Disease & Other Dementias avaliou os efeitos da contrapulsação externa aprimorada (ECP) em pacientes com Alzheimer em estágio inicial. A pesquisa, um ensaio clínico randomizado, cego e controlado por placebo, envolveu 190 pacientes com comprometimento cognitivo leve devido a Alzheimer ou Alzheimer leve. Os participantes receberam sessões de ECP de alta pressão ou um tratamento simulado. Os resultados mostraram que a ECP de alta pressão melhorou significativamente os escores em escalas como ADCS-ADL e VADAS-cog em comparação com o grupo placebo, com benefícios que persistiram por até 52 semanas, mesmo após a interrupção do tratamento. O estudo concluiu que a ECP representa uma nova abordagem terapêutica que justifica investigação adicional.

Expectativas e limitações no Brasil

Apesar dos resultados animadores, o estudo é considerado inicial e envolveu um número limitado de voluntários. Pesquisadores ressaltam a necessidade de repetição em grupos maiores para validação dos achados. No Brasil, a EECP ainda é pouco comum, estando disponível apenas em alguns centros cardiológicos particulares.

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