Trabalhadores da Oi e Serede protestam por verbas trabalhistas não pagas

Destaques
- •Mais de 5.900 trabalhadores da Oi e da Serede protestam por não receberem verbas trabalhistas após a falência da Oi.
- •Os trabalhadores buscam o reconhecimento do grupo econômico entre Oi e Serede para garantir o pagamento de dívidas e o uso de ativos como a Tahto.
- •O sindicato promete um plantão em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro até que uma solução seja encontrada.
Trabalhadores da Oi e da Serede realizaram um protesto nesta quarta-feira (28/10) para exigir o pagamento de verbas trabalhistas que não foram quitadas após a decretação de falência da operadora. Organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Rio de Janeiro (Sinttel-Rio), o ato cobra valores devidos a mais de 5 mil trabalhadores desligados da Serede e outros 900 demitidos da Oi.
No caso da Serede, os pagamentos estão atrasados desde as demissões ocorridas em dezembro de 2025. "A Justiça não pode continuar ignorando o drama de pessoas que foram demitidas e não receberam seus direitos", declarou Luis Antônio Silva, coordenador-geral do Sinttel-Rio e presidente da Livre, em um vídeo divulgado no YouTube. Ele anunciou que o sindicato manterá um plantão em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro até que uma solução seja encontrada para os trabalhadores.
Cobrança por reconhecimento de grupo econômico e ativos
Os trabalhadores buscam o reconhecimento judicial do grupo econômico formado entre Oi e Serede. O objetivo é que ambas as empresas sejam responsabilizadas pelas dívidas trabalhistas. Além disso, pleiteiam que ativos da Oi, como a participação na empresa de call center Tahto – que está em recuperação judicial –, sejam utilizados para quitar os valores devidos. O preço mínimo estabelecido para a Tahto é de R$ 130 milhões.
Os quase mil funcionários demitidos da Oi, antes mesmo da decretação de falência, também não receberam suas rescisões. Eles foram incluídos na lista de credores pela justiça. Há críticas ao pagamento de R$ 98 milhões ao administrador judicial, Bruno Rezende, referente a nove meses de trabalho.
Próximos passos e reivindicações
O protesto visa pressionar as autoridades judiciais a agilizar a resolução do caso e garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. O sindicato enfatiza a urgência da situação, pois muitos dos trabalhadores demitidos dependem desses valores para seu sustento.
O plantão em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro demonstra a determinação dos trabalhadores e do sindicato em buscar uma solução efetiva para o recebimento das verbas trabalhistas pendentes.
Matérias originais
- Crise da Oi: Trabalhadores cobram Justiça e exigem pagamentos de salários e verbas rescisórias · convergenciadigital.com.br



