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Torre Montparnasse em Paris tem reforma milionária travada por desavenças

28 de outubro de 2026
Torre Montparnasse em Paris tem reforma milionária travada por desavenças

Destaques

  • •Projeto de renovação da Torre Montparnasse, em Paris, foi rejeitado por coproprietários devido ao aumento de custos.
  • •O custo da reforma saltou de € 300 milhões para € 800 milhões, levando a uma das maiores desavenças entre os donos do edifício.
  • •A decisão travou o início das obras de modernização, que incluíam nova fachada, terraços e estufa agrícola, e a autorização urbanística expira em novembro.

Um projeto ambicioso de reforma da Torre Montparnasse, um dos edifícios mais controversos de Paris, foi travado por desavenças entre os coproprietários, principalmente devido ao aumento expressivo dos custos. A torre, inaugurada em 1973 e que já foi o edifício mais alto da França, é frequentemente criticada por sua arquitetura e fachada escura, contrastando com a paisagem parisiense.

A rejeição dos moradores e turistas é uma marca histórica do edifício de 210 metros. O projeto de renovação, escolhido em 2017 pelo coletivo de arquitetos Nouvelle AOM, visava transformar a aparência e as funções da torre. A ideia era substituir a fachada escura por uma superfície de vidro mais clara e reflexiva, melhorar a eficiência energética, ampliar a base com terraços arborizados e instalar uma estufa agrícola no topo. Parte dos andares seria destinada a um hotel, com outras áreas para escritórios, lojas e serviços. O plano previa manter a estrutura principal e adicionar cerca de dez metros à altura.

Escalada de custos e disputa por espaços

O principal obstáculo para a modernização foi o custo. O projeto, inicialmente estimado em € 300 milhões em 2017, viu seu valor saltar para aproximadamente € 800 milhões, um aumento de 167%. Esse montante seria bancado pelos proprietários privados, e não pela prefeitura da cidade.

A escalada dos custos se somou a disputas internas entre os coproprietários sobre a divisão de espaços, a instalação do hotel e a gestão das receitas do observatório, localizado no 56º andar e que recebe cerca de 600 mil a 700 mil visitantes anualmente. Em julho deste ano, a LFPI, principal proprietária individual com 28,6% da torre, retirou seu apoio ao plano mais ambicioso, defendendo uma alternativa mais simplificada, orçada em € 400 milhões.

Rejeição e impasse nas obras

Em 23 de setembro, os coproprietários votaram contra o início da primeira etapa das obras, com mais de 76% dos votos contrários. Essa etapa previa a retirada de amianto da estrutura, a limpeza interna e a desmontagem parcial da fachada. A decisão bloqueou o andamento do projeto de renovação.

A torre está fechada desde 31 de março deste ano, após a queda de fragmentos de vidro da fachada durante o verão europeu, o que exigiu medidas de segurança. A autorização urbanística para o projeto atual expira em 26 de novembro, e uma nova proposta pode demandar um novo processo de aprovação, prolongando ainda mais a incerteza sobre o futuro da Torre Montparnasse.

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