Economia & PolíticaRelevância BR: 9/10

Tesouro Direto: taxas de juros recuam antes de decisão do Copom

04 de novembro de 2026
Tesouro Direto: taxas de juros recuam antes de decisão do Copom

Destaques

  • •Taxas de todos os títulos do Tesouro Direto apresentaram queda nesta quarta-feira (4), após dias de alta.
  • •Os títulos prefixados, apesar da recuo, ainda oferecem rendimentos acima de 15% ao ano.
  • •O mercado aguarda a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic, com expectativa de manutenção em 13,75%.

As taxas de juros dos títulos públicos do Tesouro Direto apresentaram recuo em todas as modalidades nesta quarta-feira (4), após uma sequência de altas nos dias anteriores. Apesar da queda, os títulos prefixados continuam oferecendo rendimentos superiores a 15% ao ano.

O alívio nas taxas ocorre em um momento de expectativa para a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a taxa básica de juros (Selic). A maioria dos analistas de mercado aposta na manutenção da Selic em 13,75% ao ano.

Prefixados ainda acima de 15% ao ano

Os títulos Tesouro Prefixado 2029 e 2032, por exemplo, oferecem respectivamente 15,13% e 15,54% ao ano. O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 rende 15,42% ao ano. As quedas registradas nesta quarta variaram entre 0,06 e 0,07 ponto percentual em relação ao dia anterior, indicando que, embora menores, as rentabilidades permanecem elevadas.

Na terça-feira (3), o mercado financeiro já havia demonstrado apreensão com rumores sobre uma proposta do economista André Lara Resende, que defenderia um corte mais acentuado na Selic. Esse cenário contribuiu para a queda de 1,4% do Ibovespa e a alta do dólar para R$ 5,49 no mesmo dia.

Títulos de inflação voltam a operar abaixo de 8%

Os títulos indexados à inflação, como o Tesouro IPCA+, também registraram quedas em suas taxas. O Tesouro IPCA+ 2032, por exemplo, passou de uma rentabilidade de IPCA + 8,04% para IPCA + 7,93%. Com isso, nenhum título atrelado à inflação está mais oferecendo rendimentos de 8% ou mais acima da inflação.

Os títulos do programa Educa+, com vencimentos em 2030 e 2031, saíram de IPCA + 8,01% para IPCA + 7,91%. Para os títulos de longo prazo, como os do programa RendA+, os vencimentos 2060 e 2065 passaram de IPCA + 7,42% para IPCA + 7,32%. Outros papéis de inflação tiveram quedas menores, entre poucos centésimos e 0,09 ponto percentual. O Tesouro Selic e o Tesouro Reserva tiveram variações mínimas.

O que muda para o investidor com a queda das taxas

Para quem já possui títulos do Tesouro Direto, a queda nas taxas de juros significa uma valorização dos seus investimentos. Isso ocorre porque a taxa de juros futura esperada diminui, tornando os títulos adquiridos anteriormente, com taxas mais altas, mais valiosos no mercado secundário.

Por exemplo, um investidor que aplicou R$ 10 mil no Tesouro IPCA+ 2032 na terça-feira, pagando R$ 3.060,51 por título, veria seu investimento render R$ 62,41 até o dia seguinte, totalizando R$ 10.062,41. O efeito é mais pronunciado em títulos de prazos mais longos. No Tesouro RendA+ 2065, os mesmos R$ 10 mil poderiam se transformar em R$ 10.437,54, um ganho de R$ 437,54.

É importante notar que essa valorização é uma ganho de mercado e só se concretiza se o investidor vender o título antes do vencimento. Quem mantiver o papel até o final receberá a taxa contratada no momento da compra, independentemente das oscilações de mercado. Os cálculos não incluem impostos como o Imposto de Renda nem taxas de custódia.

Receba as Melhores Notícias

Assine nossa newsletter e receba diariamente as notícias mais relevantes, sem viés político.

Edição matinal diária às 07:00 • 7 minutos de leitura • Gratuita.

Notícias Relacionadas

Tesouro Direto: taxas de juros recuam antes de decisão do Copom | AINewz | AINewz — Inteligência de Notícias