Tesouro Direto dá um respiro: taxas caem antes das eleições e dólar dispara
Destaques
- •Títulos de longo prazo do Tesouro Direto, como o IPCA+ 2050, apresentaram queda nas taxas de rendimento.
- •O dólar atingiu o maior patamar em seis meses, fechando a R$ 5,2264.
- •A queda nas taxas do Tesouro Direto pode ser uma reação do mercado à proximidade das eleições presidenciais.
Olha só que curioso: bem na véspera do primeiro turno das eleições, os títulos mais longos do Tesouro Direto resolveram dar uma trégua. As taxas dos papéis atrelados à inflação (IPCA+) com vencimentos mais distantes, como o IPCA+ 2050, caíram, com o rendimento anual saindo de IPCA + 7,18% para IPCA + 7,06%.
Enquanto isso, o mercado de câmbio mostrava um cenário bem diferente. O dólar disparou e atingiu o maior nível em seis meses, fechando o dia cotado a R$ 5,2264, uma alta de 0,83%.
Essa movimentação no Tesouro Direto, especialmente a queda nas taxas dos títulos de longo prazo, pode ser interpretada como uma busca por maior previsibilidade em meio à incerteza eleitoral. Já a alta do dólar reflete um cenário de aversão ao risco.
No fim das contas, quem aplicou R$ 10 mil no Tesouro IPCA+ 2050 na segunda-feira viu seu investimento render R$ 285,02 em apenas três pregões, enquanto o dólar mostrava a força da volatilidade. 📈



