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Telescópio espacial Swift da Nasa reentra na atmosfera da Terra após 22 anos

04 de novembro de 2026
Telescópio espacial Swift da Nasa reentra na atmosfera da Terra após 22 anos

Destaques

  • •O Observatório Neil Gehrels Swift, da Nasa, encerrou sua missão de quase 22 anos ao reentrar na atmosfera terrestre.
  • •A reentrada ocorreu sobre a Indonésia, com a maior parte da espaçonave de 1,5 tonelada se desintegrando, mas com risco de fragmentos atingirem o solo.
  • •A Nasa busca agora empresas para prolongar a vida útil de outros telescópios icônicos, como o Hubble.

O Observatório Neil Gehrels Swift da Nasa, lançado há quase 22 anos, reentrou na atmosfera terrestre nesta quarta-feira (4), marcando o fim de uma missão que estudou algumas das explosões mais poderosas do universo. A confirmação foi divulgada pela agência espacial norte-americana, que informou que a reentrada ocorreu às 9h39 (horário de Brasília) sobre a região de Sumatra do Norte, na Indonésia. A maior parte da espaçonave de aproximadamente 1,5 tonelada deveria se desintegrar durante a passagem pela atmosfera, mas a Nasa não informou se algum fragmento chegou à superfície.

O fim de uma missão longeva

Lançado em novembro de 2004 com uma missão prevista inicialmente para dois anos, o Swift superou todas as expectativas, operando por quase 22 anos. O telescópio foi batizado em homenagem ao astrofísico Neil Gehrels, que liderou a missão e faleceu em 2017. Ao longo de sua operação, o Swift detectou mais de 2 mil explosões de raios gama, estudou mais de 1.400 supernovas e contribuiu para cerca de 7 mil artigos científicos. A missão foi oficialmente encerrada em 20 de outubro, quando o observatório já estava a cerca de 275 quilômetros de altitude, dificultando a estabilidade dos instrumentos devido ao atrito com as camadas superiores da atmosfera.

Por que o Swift caiu?

O fim da missão do Swift foi acelerado pelo aumento da atividade solar, que atingiu o pico de seu ciclo de 11 anos em 2024. Erupções solares intensas e ejeções de massa coronal causaram a expansão da atmosfera terrestre, aumentando o arrasto sobre o satélite. Como todo satélite em órbita baixa, o Swift perdia gradualmente velocidade e altitude, mas o fenômeno solar intensificou esse processo. A tentativa de resgate por uma nave robótica da empresa Katalyst Space Technologies, lançada em julho, falhou em agosto devido a problemas no sistema de controle da nave.

O legado e os próximos passos

Com o destino do Swift selado, os cientistas religaram os instrumentos para coletar dados finais, o que ironicamente acelerou a queda do satélite. O Swift era uma ferramenta multifuncional de astrofísica, capaz de detectar raios gama, raios X, ultravioleta e luz visível, além de manobrar automaticamente para apontar seus detectores. A Nasa busca agora empresas para prolongar a vida útil de outros instrumentos espaciais valiosos, como o icônico Telescópio Espacial Hubble, que também enfrenta um risco de desorbitação nas próximas décadas. Uma solicitação de propostas foi lançada para empresas comerciais que possam impulsionar ou guiar o Hubble para uma queda controlada.

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