TDAH: Remédio na infância não aumenta risco de dependência, diz estudo

Destaques
- •Evidências científicas recentes não mostram que o tratamento com estimulantes para TDAH aumente a vulnerabilidade à dependência química.
- •O próprio TDAH está associado a um risco maior de desenvolver problemas com álcool e outras drogas.
- •Tratamento adequado pode até ter um efeito protetor contra o uso indevido de substâncias.
Pais de crianças com TDAH, fiquem atentos: o medo de que medicamentos estimulantes causem dependência química no futuro é, na maioria dos casos, infundado. Estudos recentes, como um publicado na JAMA Psychiatry, acompanharam pacientes por anos e não encontraram relação entre o tratamento e o aumento do uso de substâncias.
Na verdade, a ciência aponta o contrário: o próprio TDAH, quando não tratado, está associado a uma probabilidade cerca de 2,6 vezes maior de desenvolver transtornos por uso de substâncias. Isso se deve a fatores como impulsividade e alterações nos circuitos cerebrais de recompensa.
A boa notícia é que o tratamento medicamentoso adequado, com acompanhamento especializado, pode até ter um efeito protetor. Um estudo na Suécia indicou uma redução de 15% no uso indevido de substâncias entre quem iniciou o tratamento farmacológico. O cuidado com o TDAH desde cedo, portanto, é crucial.



