Diabetes no Brasil: Negros de baixa renda sofrem com cuidados inadequados

Destaques
- •Estudo da UFRN revela que 79,6% dos homens negros de baixa renda e 79,1% das mulheres negras de baixa renda têm cuidados inadequados com diabetes.
- •A pesquisa aponta que a falta de acesso a informações e recursos, somada a desigualdades raciais e socioeconômicas, são os principais fatores.
- •A consequência pode ser o agravamento da doença, levando a complicações como problemas nos pés e perda de visão, perpetuando a vulnerabilidade social.
Um estudo recente jogou luz sobre uma realidade dura: pessoas negras e de baixa renda no Brasil enfrentam cuidados menos adequados com o diabetes. A pesquisa da UFRN, publicada na PLOS One, analisou dados da Pesquisa Nacional de Saúde e trouxe números preocupantes.
Os resultados mostram que 79,6% dos homens negros de baixa renda e 79,1% das mulheres negras de baixa renda apresentaram baixa adequação no cuidado com a doença. Isso significa que a maioria desses pacientes, que dependem majoritariamente do SUS, não recebe o acompanhamento ideal.
A explicação passa por um coquetel de fatores.
A falta de acesso a informações e recursos básicos para o manejo da doença é um ponto chave. Soma-se a isso as desigualdades raciais e socioeconômicas históricas, que criam barreiras adicionais para quem já se encontra em situação de vulnerabilidade.
E qual o resultado disso tudo?
A falta de acompanhamento adequado pode levar a complicações graves do diabetes, como problemas nos pés, perda de visão e doenças cardiovasculares. Isso não só impacta a qualidade de vida, mas também pode gerar perda de renda e perpetuar um ciclo de exclusão social.
Para reverter esse quadro, o estudo sugere que as políticas de saúde do SUS, embora universais, precisam ter um olhar mais atento e direcionado para os grupos mais vulneráveis, garantindo que todos tenham acesso a um cuidado de qualidade. 📉



