Mudanças Climáticas: O SUS está pronto para o pior?

Destaques
- •29% dos estabelecimentos de saúde e 20% das UTIs brasileiras estão em áreas de risco de desastres naturais.
- •Apesar de avanços pós-pandemia, o Brasil ainda carece de medidas permanentes para emergências climáticas.
- •Candidatos à presidência focam em infraestrutura e agronegócio, mas negligenciam a saúde pública nos planos climáticos.
As mudanças climáticas já não são só sobre o meio ambiente. Ondas de calor, secas e enchentes batem forte na porta do SUS, o Sistema Único de Saúde, que tem 29% de seus estabelecimentos e 20% das UTIs localizados em áreas de alto risco de desastres naturais.
O Brasil deu alguns passos importantes, como a criação do Departamento de Emergências em Saúde Pública e a entrada na Rede Global de Alerta a Surtos. Contudo, a lei emergencial da covid-19 expirou e nenhuma medida permanente a substituiu, deixando um vácuo preocupante.
A questão é que, na corrida presidencial, a saúde pública parece ter ficado em segundo plano. A maioria dos candidatos foca em infraestrutura e no agronegócio, propondo obras de contenção e monitoramento, mas sem detalhar como lidar com os impactos diretos na saúde da população.
Especialistas apontam a falta de coordenação entre órgãos públicos e a necessidade de encarar as mudanças climáticas como um fator estruturante para todas as políticas. A prioridade deveria ser a prevenção e a preparação, e não apenas a reação pós-desastre.
A Agenda Mais SUS 2027-2030 sugere integrar dados, investir em prevenção e criar arranjos permanentes de compartilhamento de informações. O objetivo é garantir que a estrutura de saúde esteja pronta quando a emergência bater, e não se tornar mais um problema. 📉



