Tarifas dos EUA para o Brasil: Sem prazo para acordo, eleição pode atrasar negociações
Destaques
- •Representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirma que não há prazo para novo rascunho de acordo tarifário.
- •Reunião com ministros brasileiros Márcio Elias Rosa e Mauro Vieira não definiu datas para avanços.
- •Período eleitoral no Brasil pode limitar flexibilidade e adiar discussões para após as eleições.
Parece que a conversa sobre as tarifas dos EUA para produtos brasileiros vai se arrastar um pouco mais. O embaixador Jamieson Greer, representante comercial americano, deu a entender que não há pressa para um novo rascunho de acordo.
Em reunião com os ministros brasileiros Márcio Elias Rosa e Mauro Vieira, Greer mencionou que já entregaram "muitos rascunhos" e que um novo não é o foco principal. Ele também jogou a bola para o lado brasileiro ao citar o período eleitoral como um fator que pode "limitar a flexibilidade dos governos".
A expectativa brasileira era de um envio do documento em algumas semanas, mas a fala de Greer sugere que a decisão pode ficar para depois do segundo turno das eleições.
Enquanto isso, os EUA mantêm as sobretaxas de 25% e 12,5% impostas desde julho, alegando práticas comerciais e trabalho escravo, contestações que o governo brasileiro nega. A negociação, que envolve temas como Pix e desmatamento, parece ter entrado em compasso de espera. ⏳



