Supertufão Champi atinge ventos de 296 km/h e ameaça Ásia

Destaques
- •Champi se torna o ciclone tropical mais intenso de 2026 com ventos de 296 km/h.
- •Taiwan e ilhas do sul do Japão estão entre as áreas de risco, com previsão de ondas gigantes e inundações.
- •Declaração de emergência foi aprovada para Guam, território dos EUA no Pacífico.
O supertufão Champi se tornou o ciclone tropical mais intenso de 2026, com ventos sustentados de 296 km/h e rajadas de até 361 km/h, segundo o Centro Conjunto de Alerta de Tufões (JTWC) dos Estados Unidos. A tempestade atingiu a categoria 5 na escala Saffir-Simpson e avança pelo Oceano Pacífico Ocidental, representando um risco significativo para regiões da Ásia, incluindo Taiwan e ilhas do sul do Japão. As previsões indicam a possibilidade de ondas gigantes, chuvas torrenciais e inundações.
No último domingo (18), o Champi passou próximo a Guam, um território dos Estados Unidos no Pacífico. Diante da ameaça iminente, o governo americano declarou estado de emergência para a ilha, autorizando o envio de ajuda federal para mitigar os possíveis danos causados pela tempestade.
O que é um supertufão e como ele se forma?
Um supertufão é a classificação dada a um ciclone tropical de extrema intensidade que se forma no noroeste do Oceano Pacífico. Para ser classificado como tal, o fenômeno precisa apresentar ventos sustentados de, no mínimo, 240 km/h, de acordo com o JTWC. Tufões, furacões e ciclones tropicais são, na verdade, o mesmo fenômeno meteorológico, com nomes diferentes dependendo da região onde ocorrem: furacões no Atlântico Norte e nordeste do Pacífico; tufões no noroeste do Pacífico; e ciclones tropicais em outras áreas como o Oceano Índico e o Pacífico Sul.
A formação de supertufões ocorre sobre águas oceânicas muito quentes, geralmente com temperatura superior a 26,5 °C. O calor intenso favorece a evaporação da água, que ascende na atmosfera e se condensa, liberando energia que alimenta a tempestade. A presença de umidade abundante e condições favoráveis de vento são cruciais para que o sistema ganhe força e se intensifique.
Quais os riscos e como são monitorados?
Os supertufões representam um perigo iminente devido à força de seus ventos, que podem destruir construções e derrubar árvores. Além disso, a combinação de ventos extremos e baixa pressão atmosférica eleva o nível do mar na costa, causando inundações costeiras. As chuvas intensas associadas a esses fenômenos também podem levar a enchentes generalizadas e deslizamentos de terra, especialmente em áreas montanhosas.
O monitoramento desses fenômenos é realizado por meio de satélites meteorológicos, que acompanham o deslocamento e a intensidade das tempestades. Boias oceânicas, radares e aeronaves especializadas coletam dados cruciais sobre ventos, pressão atmosférica e temperatura. Meteorologistas utilizam essas informações em modelos computacionais para prever a trajetória e possíveis mudanças na intensidade do supertufão, atualizando as previsões constantemente.
Onde ocorrem os ciclones tropicais extremos?
O noroeste do Oceano Pacífico é a região com a maior atividade de ciclones tropicais do planeta. Países como Filipinas, Japão, China, Taiwan e Vietnã são os mais expostos a esses eventos. Nas Filipinas, aproximadamente 20 ciclones tropicais entram anualmente na área de monitoramento meteorológico do país, embora nem todos cheguem a atingir a costa.
No Atlântico, o Caribe, o Golfo do México e o litoral dos Estados Unidos são frequentemente atingidos por furacões intensos. No Oceano Índico, países como Índia, Bangladesh, Madagascar e Moçambique também registram tempestades de grande força. A temporada oficial de furacões no Atlântico ocorre de junho a novembro, enquanto no noroeste do Pacífico os tufões podem ocorrer durante todo o ano, com pico de atividade entre julho e outubro.
Matérias originais
- Supertufão com ventos de 300 km/h na Ásia: 4 pontos para entender o fenômeno · infomoney.com.br



