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Sistema Cantareira atinge 51,2% de volume útil após 16 meses

08 de novembro de 2026
Sistema Cantareira atinge 51,2% de volume útil após 16 meses

Destaques

  • •Nível do Sistema Cantareira ultrapassa 50% pela primeira vez em 16 meses, impulsionado por chuvas acima da média em outubro.
  • •Medidas de gestão de demanda, como redução de pressão noturna, já economizaram mais de 209 bilhões de litros de água.
  • •Governo de São Paulo anuncia novas ações para garantir resiliência do sistema hídrico e planeja obras estratégicas.

O Sistema Cantareira, principal manancial que abastece a Grande São Paulo, atingiu 51,2% de seu volume útil no sábado (31.out.2026), ultrapassando a marca de 50% pela primeira vez em mais de um ano e quatro meses. A última vez que o sistema registrou este patamar foi em 17 de junho de 2025.

O resultado positivo em outubro foi impulsionado por chuvas que superaram as expectativas. O volume registrado no mês foi de 210,8 milímetros, o que representa 162% do esperado e ultrapassa a média histórica de 130mm, segundo dados da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). As precipitações de setembro também contribuíram significativamente para a recuperação, com um acumulado de 282,5 milímetros, 358,3% acima da média climatológica.

Operação Integrada e Gestão de Demanda

No mesmo sábado, o Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que reúne sete reservatórios interligados, incluindo o Cantareira, operou com 61,9% de sua capacidade. A operação integrada permite maior resiliência em períodos de escassez hídrica.

Desde agosto de 2025, o governo de São Paulo tem implementado esforços para preservar os mananciais. A Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) determinou a gestão de demanda no período noturno, com redução da pressão da água por 8 horas diárias. Essa medida já resultou em uma economia estimada de mais de 209 bilhões de litros de água, volume suficiente para abastecer cerca de 36 milhões de pessoas.

Ações Futuras e Transparência

Para engajar a população na economia de água, o governo de São Paulo apresentou uma metodologia avançada de gestão hídrica, com faixas de atuação e ações específicas para cada nível de consumo, visando garantir planejamento e transparência.

A Sabesp acompanha a antecipação de obras estratégicas para aumentar a resiliência do sistema, manobras entre os diferentes reservatórios, a distribuição de caixas d’água para famílias vulneráveis e o reforço em equipes de manutenção e caminhões-pipa para situações de emergência.

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