Expedição no Amazonas descobre novas espécies com apoio do Exército

Destaques
- •Expedição científica em montanhas isoladas do Amazonas resultou na descoberta de prováveis novas espécies.
- •Cientistas e militares do Exército trabalharam em conjunto em condições desafiadoras para coletar amostras.
- •Novas descobertas podem ajudar a entender a evolução de espécies em áreas de altitude na América do Sul.
Uma expedição científica de 19 dias em montanhas isoladas do Amazonas, com o apoio logístico do Exército Brasileiro, resultou na coleta de centenas de exemplares de fauna e flora, muitos dos quais são considerados prováveis novas espécies. A equipe de 16 pesquisadores utilizou duas bases em altitudes distintas (1.260m e 850m) e contou com 17 militares para auxiliar nos deslocamentos, abertura de trilhas, montagem de acampamentos e suporte geral. O transporte de mais de cinco toneladas de carga foi realizado por um helicóptero Black Hawk do Exército, partindo de Barcelos (AM).
Desafios e descobertas em altitudes extremas
A expedição, que ocorreu em novembro, focou em áreas de difícil acesso no maciço do Imeri, próximo à fronteira com a Venezuela. As montanhas, com campos de altitude, paredões rochosos e neblina, apresentaram condições desafiadoras, incluindo trilhas íngremes e clima instável. Os pesquisadores coletaram exemplares de anfíbios, lagartos, plantas e insetos, com o objetivo de estudar o isolamento geográfico e a evolução de espécies em ambientes montanhosos.
Apoio militar e logística complexa
O Exército Brasileiro desempenhou um papel crucial na viabilização da expedição. Militares foram responsáveis pelo transporte de materiais e pessoal, montagem de acampamentos e segurança. O manejo de mais de cinco toneladas de carga, incluindo barracas, camas, comida e água, exigiu planejamento e execução precisos. O transporte aéreo, realizado por um helicóptero Black Hawk, foi essencial para alcançar as bases remotas.
Potencial para novas compreensões científicas
As amostras coletadas estão sendo analisadas por especialistas no Brasil e no exterior. As descobertas preliminares indicam a possibilidade de novas espécies de lagartos, pererecas e até mesmo protozoários. O estudo dessas espécies isoladas pela altitude pode lançar luz sobre os parentescos entre a fauna e flora de áreas altas da América do Sul e sobre os mecanismos de diversificação e manutenção da biodiversidade em ambientes extremos.
Matérias originais
- Nas montanhas da Amazônia: expedição científica à serra do Aracá · revistapesquisa.fapesp.br



