Sindifisco critica interferências políticas na Receita Federal

Destaques
- •Sindicato aponta riscos de interferências políticas na Receita Federal, citando caso das joias e Abin Paralela.
- •A entidade defende a autonomia técnica e a independência dos auditores-fiscais.
- •Mudanças no CARF e o combate ao crime organizado também são mencionados como áreas de atenção.
O Sindifisco Nacional, que representa os auditores-fiscais da Receita Federal, divulgou uma nota crítica ao governo de Jair Bolsonaro, alertando sobre os riscos de interferências políticas na administração tributária.
A entidade cita episódios como o caso das joias sauditas e investigações sobre a Abin Paralela como exemplos de quando interesses particulares podem comprometer o funcionamento das instituições. O sindicato destacou a resistência de auditores a pressões para liberar as joias.
A nota também aborda a importância da inteligência fiscal no combate ao crime organizado e critica mudanças nas regras do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) durante o governo anterior.
O Sindifisco defende a autonomia técnica, as prerrogativas funcionais e a segurança dos auditores-fiscais, garantindo que possam atuar sem ameaças ou constrangimentos, mesmo em casos que envolvam autoridades públicas.

