Ser o colega querido pode ter um custo oculto no trabalho
Destaques
- •Profissionais populares podem acumular tarefas invisíveis de mediação e escuta.
- •O excesso de popularidade pode levar a um 'entrincheiramento de papel' que limita a atuação.
- •Líderes seniores tendem a subestimar o quanto dominam conversas e microgerenciam.
Ser o colega mais querido no trabalho pode parecer uma vantagem, mas a popularidade excessiva pode se tornar um fardo. Profissionais que todos gostam frequentemente se tornam o confidente de colegas, ouvindo reclamações, ressentimentos e informações confidenciais, sem ter um canal claro para compartilhá-las.
Essa posição de confiança, embora pareça um privilégio, pode levar a um trabalho emocional não remunerado, onde o indivíduo se vê mediando conflitos e gerenciando expectativas alheias. Com o tempo, essa pessoa pode ter dificuldade em expressar opiniões contrárias ou dar feedbacks negativos, por medo de abalar sua imagem de "pessoa que entende todo mundo".
Um estudo complementar aponta que líderes seniores tendem a subestimar comportamentos prejudiciais como dominar conversas e microgerenciar. Isso ocorre por um fenômeno chamado 'entrincheiramento de papel', onde a expertise inicial evolui para hábitos que sufocam a colaboração. Para combater isso, é crucial buscar feedback honesto e implementar substituições comportamentais específicas, como fazer pausas antes de falar ou planejar o envolvimento em vez de intervir constantemente.
