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Senado: Davi Alcolumbre diz que não pautará impeachment de Moraes se reeleito

29 de outubro de 2026
Senado: Davi Alcolumbre diz que não pautará impeachment de Moraes se reeleito

Destaques

  • •Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que não pretende pautar pedidos de impeachment contra ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, caso seja reeleito.
  • •O destino de Alexandre de Moraes na Corte está diretamente ligado ao resultado da disputa pela presidência do Senado, com candidatos mais alinhados a Jair Bolsonaro podendo aumentar a probabilidade de um processo.
  • •A Câmara de SP analisa pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes por descumprimento de decisão judicial e assédio eleitoral.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), declarou que não pretende pautar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial Alexandre de Moraes, caso seja reeleito para o cargo. A decisão sobre a abertura de um processo de impeachment contra um ministro do STF cabe exclusivamente ao presidente da Casa.

A análise de bastidores em Brasília, conforme o analista de Política da CNN Matheus Teixeira, indica que o futuro de Alexandre de Moraes na Corte está intrinsecamente ligado ao resultado da disputa pela presidência do Senado. Moraes é alvo de acusações relacionadas a uma suposta relação próxima com o ex-dono do Banco Master, instituição envolvida em fraudes que podem ultrapassar R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), além de uma fraude no Banco Regional de Brasília que pode superar R$ 10 bilhões.

Disputa pela presidência do Senado e impacto em Moraes

A eleição para a presidência do Senado requer 41 votos entre os 81 senadores. Com a composição mais à direita do próximo Senado, resultante das eleições de 5 de outubro, nomes como Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN), ambos mais próximos a Jair Bolsonaro, também disputam o cargo e possuem chances reais de vitória.

Segundo Matheus Teixeira, se Davi Alcolumbre for reeleito, a chance de ele iniciar um processo de impeachment contra Alexandre de Moraes é considerada muito baixa. Por outro lado, a ascensão de um candidato mais à direita ao comando do Senado aumentaria consideravelmente a probabilidade de abertura desse processo.

Alcolumbre já estaria articulando nos bastidores para atrair votos da direita, compor com o governo e buscar apoio do centrão para garantir sua reeleição. O julgamento do caso no STF foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Impeachment de Ricardo Nunes em análise na Câmara de SP

Em um cenário distinto, a Comissão Especial da Câmara Municipal de São Paulo analisa nesta quinta-feira (29.out.2026) o pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). A representação, protocolada por vereadores do Psol, aponta possíveis infrações político-administrativas e crimes de responsabilidade relacionados ao segundo turno das eleições de 2026.

As principais acusações contra Nunes incluem o descumprimento de uma decisão da Justiça Eleitoral que determinou a circulação de 100% da frota operacional de ônibus da capital no dia da votação, com transporte gratuito e frequência equivalente à dos dias úteis. Dados apresentados pelos vereadores indicam que, às 13h20 de domingo, apenas 71,7% dos veículos estavam em circulação. A Prefeitura justificou que a notificação da Justiça chegou tarde e o intervalo foi insuficiente para reorganizar as escalas.

A segunda parte da denúncia trata de possíveis casos de abuso de poder político e assédio eleitoral contra servidores municipais. Segundo os vereadores, Ricardo Nunes teria convocado cerca de 300 funcionários comissionados para participar de atividades de campanha e pressionado servidores a comparecer a atos políticos e publicar apoio a candidatos sob ameaça de exoneração. O Ministério Público do Trabalho (MPT) também levou o caso à Justiça, que determinou multa diária de R$ 50.000 em caso de descumprimento.

Próximos passos na Câmara de SP

A denúncia foi encaminhada a uma Comissão Especial formada por 7 vereadores. O colegiado tem até 10 dias para emitir um parecer sobre a admissibilidade do pedido. Caso recomendado o prosseguimento, a denúncia precisará ser votada em plenário, onde são necessários 33 votos favoráveis para instaurar uma Comissão Processante. Se não admitido pela Comissão Especial, o pedido pode ser arquivado.

A análise atual não representa a abertura definitiva de um processo de cassação nem uma decisão sobre a responsabilidade de Ricardo Nunes. A assessoria do prefeito não respondeu aos contatos da reportagem até a publicação desta matéria.

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