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São Paulo se mantém entre os 100 polos globais de inovação da ONU

22 de outubro de 2026

Destaques

  • •A capital paulista manteve a 49ª posição no Índice Global de Inovação da WIPO, destacando-se na América Latina.
  • •O ranking considera pedidos de patentes, publicações científicas e investimentos de capital de risco, com destaque para Braskem, USP e 1.595 rodadas de venture capital.
  • •Apesar da posição geral, a intensidade de inovação coloca São Paulo na 95ª colocação, indicando um gargalo na proporção de inovação por habitante.

São Paulo se manteve entre os 100 principais polos globais de inovação, ocupando a 49ª posição no Índice Global de Inovação da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO), agência especializada da ONU. A cidade repetiu o desempenho do ano anterior, sendo a única representante brasileira no ranking. A única outra cidade latino-americana presente foi a Cidade do México, na 82ª colocação.

O topo do ranking é dominado por polos da China, Japão e Estados Unidos. A metodologia da WIPO se baseia em três métricas principais. A primeira é a localização dos responsáveis por pedidos de patentes publicados sob o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes. Nesse quesito, São Paulo registrou 955 pedidos nos últimos cinco anos, com a Braskem liderando os registros com 59 patentes, seguida pela Oxiteno (19) e Natura (16). Cerca de 50% das aplicações de patentes paulistanas são feitas em colaboração com outros polos, como Rio de Janeiro, Nova York e Filadélfia. As áreas mais fortes em patentes foram tecnologia médica (10%), química fina orgânica e farmacêuticos (8% cada).

Produção científica e colaboração

O segundo parâmetro avaliado é a localização e o volume de produção de artigos científicos. São Paulo contabilizou 51.016 publicações no período analisado. A USP liderou com 7.412 artigos, seguida pela Unifesp (1.748) e Unesp (480). A colaboração é intensa, com 80% dos artigos científicos publicados em conjunto. Os principais polos parceiros são Rio de Janeiro, Nova York e Boston-Cambridge. Os temas mais abordados na produção científica foram medicina clínica (13%), cirurgia e biologia aplicada (10%), e biologia fundamental (9%).

Investimentos e o gargalo da intensidade

O terceiro indicador é o número de operações e investimentos de capital de risco (venture capital). São Paulo registrou 1.595 rodadas de investimento em cinco anos. A soma desses três elementos garantiu a posição geral da cidade no ranking.

No entanto, a inclusão de um quarto fator, a intensidade de inovação — que mede o impacto da participação global de patentes, publicações e negócios de capital de risco em proporção à população —, fez o Brasil cair para a 95ª posição. Nessa métrica, São Paulo apresenta 36 patentes, 1.268 artigos científicos e 85 acordos de capital de risco por 1 milhão de habitantes. Para comparação, San Jose, líder nesse quesito, registra 7.997 patentes, 8.878 artigos científicos e 2.651 transações de capital de risco por 1 milhão de habitantes, evidenciando o gargalo brasileiro.

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