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Astella prepara sexto fundo focado em startups de IA e vendas

22 de outubro de 2026
Astella prepara sexto fundo focado em startups de IA e vendas

Destaques

  • •Sócio da Astella, Edson Rigonatti, aponta a falta de conhecimento em vendas como principal gargalo para startups brasileiras crescerem em ritmo acelerado.
  • •A gestora prepara seu sexto fundo, com foco em empresas em estágio inicial (pré-Seed à Série A), com expectativa de R$ 300 a R$ 400 milhões, e com 100% do portfólio voltado para inteligência artificial.
  • •A Astella pretende investir entre US$ 3 a US$ 7 milhões por startup, dependendo do estágio, e busca negócios que incorporem IA de forma nativa e vendam resultados, não apenas licenças.

A Astella, gestora de venture capital, está na reta final de preparação para o lançamento de seu sexto fundo, com foco em startups brasileiras que utilizam inteligência artificial (IA) de forma nativa e que demonstrem forte capacidade em vendas. Segundo Edson Rigonatti, sócio-fundador da Astella, a falta de conhecimento técnico em vendas é um dos principais fatores que impedem as startups do país de atingirem o mesmo ritmo de crescimento de empresas americanas, esperado por fundos internacionais.

Rigonatti explicou que fundos internacionais esperam que empresas alcancem US$ 100 milhões em receita em poucos anos, um ritmo que muitas startups brasileiras ainda não conseguem acompanhar. Ele destacou que, nas startups americanas, as vendas são tratadas como uma ciência, com métricas claras, análise de funil e uso de diversas ferramentas. Em contrapartida, o empreendedor brasileiro, embora qualificado tecnicamente e resiliente, muitas vezes carece dessa expertise em vendas em escala.

O que a Astella busca em startups de IA

A gestora planeja que seu sexto fundo, com valor estimado entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões, seja 100% voltado para empresas de inteligência artificial. A estratégia de investimento se concentrará em três frentes principais: software nativo em IA, venda de serviços com IA e embedded finance. A Astella busca startups que já nascem com IA no centro de suas operações e que adotam uma abordagem "AI-first", utilizando infraestrutura em nuvem.

Um diferencial importante para a Astella é a forma como a startup entrega valor. Rigonatti enfatiza que a empresa deve vender o resultado, o trabalho ou a tarefa realizada, em vez de apenas uma licença ou assinatura. Essa abordagem indica um entendimento mais profundo do papel da IA na economia do negócio e na entrega de valor ao cliente.

Investimentos e desafios da IA

O sexto fundo da Astella manterá a tese de investimento em empresas em estágio inicial, do pré-Seed à Série A. Os aportes devem variar entre US$ 3 milhões e US$ 4 milhões para rodadas Seed e entre US$ 5 milhões e US$ 7 milhões para rodadas Série A. Rigonatti ressaltou que a gestora não tem competência para investir em estágios mais avançados.

Apesar das novas oportunidades, Rigonatti pondera que a IA não necessariamente tornou o empreendedorismo mais barato. Embora ferramentas de desenvolvimento e equipes menores possam reduzir barreiras, surgem novos custos e desafios. Um deles é o consumo de tokens, unidades usadas por modelos de IA para processar informações. Entender o custo de inferência por análise e como ele afeta a margem bruta é crucial, mas ainda um desafio para muitos empreendedores.

Próximos passos da Astella

A gestora está na reta final de seu quinto fundo, o Journey V, que já realizou 13 investimentos e deve fazer mais dois até o fim do ano. Paralelamente, a Astella se prepara para o lançamento do sexto fundo, com previsão de início dos investimentos em 2025. A expectativa é investir em cerca de 15 a 20 startups, mantendo uma carteira concentrada e um acompanhamento próximo dos empreendedores.

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