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São Paulo registra 4 casos de hantavirose e 1 morte em 2026

28 de outubro de 2026
São Paulo registra 4 casos de hantavirose e 1 morte em 2026

Destaques

  • •Estado de São Paulo registra quatro casos de hantavirose e uma morte associada à infecção em 2026.
  • •Desde 2007, São Paulo acumula 199 ocorrências e 101 óbitos, com taxa de letalidade de 51%.
  • •A prevenção envolve evitar contato com roedores e manter ambientes limpos.

O estado de São Paulo registrou, até o momento em 2026, quatro casos de hantavirose, uma doença rara causada pela exposição à urina ou fezes de roedores infectados com o hantavírus. Uma morte associada à infecção foi confirmada neste ano. Segundo o governo de São Paulo, desde 2007 foram registradas 199 ocorrências relacionadas à enfermidade no estado, das quais 101 evoluíram para o óbito, o que corresponde a uma taxa de letalidade de aproximadamente 51%.

Quando analisado em todo o Brasil, durante o mesmo período (2007-2026), foram confirmados 1.613 casos, com 631 mortes, indicando uma taxa de mortalidade nacional de 39,1%. A hantavirose é uma doença infecciosa transmitida de animais roedores silvestres para seres humanos. No Brasil, o vírus se manifesta como SCPH (Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus), que pode levar ao comprometimento cardíaco e respiratório, evoluindo rapidamente para quadros graves. As suspeitas devem ser notificadas imediatamente aos serviços de vigilância epidemiológica.

Surto em cruzeiro e genótipos no Brasil

Em abril de 2026, a enfermidade ganhou destaque após a confirmação de um surto em um cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde. Neste caso, além da contaminação pelos roedores, a infecção passou de pessoa para pessoa, resultando em três mortos e dezenas de pessoas sob monitoramento. Na época, a notícia gerou teorias sobre uma suposta epidemia no Brasil, pois no mesmo período foram confirmados novos casos no Paraná. No entanto, o Ministério da Saúde confirmou que o genótipo circulado no navio não possuía registro no país.

Até o momento, foram identificados nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres no Brasil. Uma característica importante é que os casos humanos registrados no território brasileiro não apresentam transmissão entre pessoas, o que foi um dos motivos para o descarte da possibilidade de uma nova epidemia no país.

Sinais de alerta e prevenção

O hantavírus pode provocar duas síndromes principais: a síndrome cardiopulmonar, mais comum nas Américas, e a febre hemorrágica com síndrome renal, predominante na Europa e na Ásia. Na variante encontrada nas Américas, o vírus compromete os pulmões e o coração, podendo causar dificuldade respiratória intensa, insuficiência respiratória e falência cardíaca. Já nas variantes europeia e asiática, além de febre alta e mal-estar, há risco de hemorragias e insuficiência renal, com sangramentos pelo corpo.

A principal medida de prevenção é evitar o contato com roedores silvestres. Por este motivo, é importante manter ambientes limpos, armazenar comidas em recipientes fechados e fechar aberturas que permitam a entrada de roedores. A notificação imediata de suspeitas aos serviços de vigilância epidemiológica é crucial para a investigação e confirmação dos casos.

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