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Rio Tinto planeja liberar até US$ 10 bilhões em capital e foca em produtividade

21 de outubro de 2026

Destaques

  • •Mineradora busca otimizar operações e simplificar portfólio para gerar valor aos acionistas.
  • •Meta de US$ 5 bilhões em iniciativas até 2026 e US$ 1,8 bilhão anual em ganhos de produtividade.
  • •Rio Tinto descarta retomada de negociações com a Glencore e mantém foco em ativos estratégicos.

A mineradora Rio Tinto anunciou planos para liberar entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões em capital, com a meta de divulgar US$ 5 bilhões em novas iniciativas até o final de 2026. A estratégia, detalhada pelo CEO Simon Trott durante o FT Metals & Mining Summit 2026, em Londres, visa aumentar a produtividade, simplificar o portfólio de negócios e revisar ativos existentes. A companhia também mantém o objetivo de alcançar ganhos anuais de produtividade na ordem de US$ 1,8 bilhão.

Foco em produtividade e ativos estratégicos

A estratégia da Rio Tinto está centrada em três pilares: fortalecer as operações atuais, concentrar esforços em negócios considerados estratégicos e simplificar a estrutura corporativa. O portfólio da empresa foi reorganizado em três grupos principais: minério de ferro, alumínio e lítio, e cobre. O CEO Simon Trott destacou que a companhia pretende alavancar seus ativos existentes e desenvolver novos projetos para atender à crescente demanda futura, impulsionada pela transição energética e digitalização.

Expansões de operações, exploração mineral e projetos de crescimento orgânico estão entre as iniciativas citadas. A demanda por cobre, por exemplo, é vista como crescente devido à expansão das redes elétricas e da infraestrutura para a economia digital. O lítio também apresenta perspectivas promissoras de aumento de demanda. No entanto, Trott ressaltou os desafios crescentes na obtenção de licenças, na descoberta de depósitos e no desenvolvimento de novas minas, enfatizando a necessidade de decisões de investimento baseadas em fundamentos de longo prazo.

Negociações com a Glencore encerradas

Em relação a uma possível retomada das negociações com a Glencore, Simon Trott afirmou que o assunto não está nos planos atuais da Rio Tinto. As conversas foram encerradas em fevereiro, pois a empresa concluiu que não seria possível estruturar uma transação que criasse valor para seus acionistas. A avaliação considerou fatores como a capacidade de execução de projetos, a integração das operações e o potencial de geração de valor comercial em um grupo combinado.

A Rio Tinto continuará, contudo, avaliando oportunidades de aquisição complementar, sem deixar de lado a exploração mineral e o desenvolvimento de seus ativos atuais. A empresa busca oportunidades que se alinhem com sua estratégia de longo prazo e que agreguem valor de forma sustentável.

China e relação com governos

Sobre a China, Trott observou que, apesar do amadurecimento da economia chinesa e de taxas de crescimento inferiores às de décadas passadas, a demanda por commodities tem se mostrado resiliente. A competitividade da indústria manufatureira chinesa também contribui para essa estabilidade. Ele também mencionou que governos e autoridades locais estão mais atentos à origem dos recursos minerais e ao papel das empresas em seus territórios.

Para a Rio Tinto, a relação com governos, trabalhadores e comunidades é um componente essencial de sua estratégia de longo prazo. A empresa defende a demonstração dos benefícios econômicos e sociais de suas operações, como geração de empregos e oportunidades para as comunidades locais, visando fortalecer a licença social para operar e facilitar o desenvolvimento de projetos.

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