Revolut alcança valuation de US$ 115 bilhões em nova rodada de captação

Destaques
- •A fintech britânica Revolut concluiu uma nova rodada de captação, elevando seu valuation para US$ 115 bilhões, um aumento de 53% em relação à avaliação anterior.
- •A empresa registrou crescimento de 46% na receita em 2025, atingindo US$ 6 bilhões, e um lucro antes de impostos (EBIT) de US$ 2,3 bilhões, com margem de 38%.
- •A Revolut mira expandir sua base de clientes para 100 milhões em mais de 100 países e planeja uma possível listagem dupla em Nova York e Londres a partir de 2028.
A fintech britânica Revolut anunciou nesta quarta-feira (4) a conclusão de uma nova rodada de captação de recursos, que elevou sua avaliação de mercado (valuation) para US$ 115 bilhões. Este valor representa um aumento de 53% em relação à avaliação de US$ 75 bilhões estabelecida em novembro de 2025. A operação foi liderada pelos fundos Coatue, Glade Brook Capital Partners, Durable Capital Partners, T. Rowe Price Associates e Baillie Gifford.
O novo valuation chega em um momento de forte expansão internacional da companhia. Desde o início de 2026, a Revolut lançou operações bancárias completas no Reino Unido, México, Austrália e Nova Zelândia. Paralelamente, obteve licenças bancárias na França, Colômbia e Argentina, além de receber aprovação condicional do Escritório do Controlador da Moeda dos Estados Unidos (OCC) para uma licença bancária nacional no país. A fintech já opera em 30 mercados do Espaço Econômico Europeu (EEE).
Desempenho financeiro impulsiona valorização
O crescimento expressivo no valuation da Revolut é sustentado por seus resultados financeiros. Em 2025, a receita da empresa cresceu 46%, alcançando US$ 6 bilhões. O lucro antes dos impostos (EBIT) avançou 57%, totalizando US$ 2,3 bilhões, o que resultou em uma margem de lucro de 38%. Esses números consolidam a Revolut como a empresa privada mais valiosa da Europa, superando concorrentes como o Nubank, que vale cerca de US$ 56 bilhões na Bolsa de Nova York.
A empresa também tem expandido sua atuação no segmento B2B, com a Revolut Business respondendo por cerca de 20% do lucro bruto e receita anualizada acima de £ 950 milhões. O Brasil aparece na lista de próximos mercados para essa divisão, ao lado de México e Índia.
Expansão nos EUA e planos futuros
A Revolut está intensificando sua disputa com o Nubank no mercado americano. No início de setembro, a fintech obteve aprovação condicional do OCC para estabelecer um banco nos EUA. A expectativa é que a operação bancária seja lançada no primeiro semestre de 2027, exigindo um aporte de ao menos US$ 95 milhões. A operação de câmbio para pessoas físicas, no entanto, ficou fora desta aprovação inicial.
O fundador e CEO da Revolut, Nik Storonsky, também considera uma possível listagem dupla em Nova York e Londres, com preferência pelos EUA, embora o IPO não deva ocorrer antes de 2028. A meta da empresa é ultrapassar a marca de 100 milhões de clientes ativos em mais de 100 países, partindo dos atuais 80 milhões de clientes pessoa física em mais de 40 países.



