Reforma Tributária: Simples Híbrido pode sair mais caro para o bolso do cliente?

Destaques
- •Decisão crucial sobre Simples Nacional vs. regime híbrido tem prazo até o fim do mês.
- •Simulação indica que Simples Híbrido pode encarecer o preço final em até 5%, mas reduzir custo líquido para clientes B2B em 2%.
- •A escolha depende do perfil de clientes e fornecedores; análise individual é essencial.
A reforma tributária apertou o cerco: pequenas empresas têm até o fim do mês para decidir entre continuar no Simples Nacional ou migrar para o regime híbrido. A pegadinha é que nem todo mundo entende o impacto real dessa escolha.
Uma simulação feita pelo Descomplica PJ com uma pequena indústria faturando R$ 2 milhões anuais mostra que o regime híbrido pode aumentar o preço final em cerca de 5%. No entanto, para clientes empresariais (B2B), o custo líquido cairia aproximadamente 2%.
A diferença se dá pela possibilidade de gerar créditos de IBS e CBS no regime híbrido. Se a empresa tem muitos fornecedores que geram crédito integral (regime geral) e clientes que podem aproveitar esses créditos, a migração pode ser vantajosa. Contudo, se a maioria dos clientes são consumidores finais, o Simples híbrido pode apenas encarecer o produto sem benefício real.
A análise considera o cenário de 2027, quando a CBS já estará em vigor integralmente. A complexidade da cadeia de fornecedores e o perfil dos clientes são fatores cruciais para essa decisão. 📉




