Reforma Tributária: O fantasma que assombra as companhias aéreas brasileiras

Destaques
- •A reforma tributária pode aumentar o preço das passagens aéreas em até 16,1% no mercado doméstico.
- •A demanda por voos pode cair mais de 20% com a nova tributação.
- •O Brasil corre o risco de perder investimentos e expansão na aviação, apesar de já ter um baixo índice de viagens por habitante.
Enquanto o aumento do querosene de aviação já aperta o bolso das companhias aéreas, uma ameaça ainda maior paira no horizonte: a reforma tributária. Executivos do setor alertam que, diferente da volatilidade do combustível, a nova carga tributária pode ser um golpe difícil de contornar.
A estimativa da Iata e Alta é que a alíquota de 26,5%, prevista para 2027, eleve os preços das passagens em até 16,1% no Brasil. Isso poderia levar a uma queda de 21,1% na demanda doméstica, impactando não só os passageiros, mas também o transporte de cargas e a expansão da malha aérea.
A preocupação é que, em um país onde o brasileiro voa menos que em nações vizinhas, a reforma tributária possa frear o crescimento e a acessibilidade do transporte aéreo, justamente quando companhias como Latam e Azul buscam expandir suas operações.
Além do impacto direto nas tarifas, as companhias aéreas enfrentam o desafio de se adaptar a novas exigências fiscais para documentos eletrônicos, com mais de 200 campos a serem preenchidos, um volume muito superior ao padrão internacional. A Iata pede que o prazo para essa adaptação seja estendido para 2027, argumentando que o atual cronograma é inviável.
A conta final para o consumidor pode ser alta: a Latam estima que os impostos anuais saltariam de R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões, um aumento de R$ 4 bilhões que sairia diretamente do bolso de quem precisa voar.



