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Redação do Enem: 6 erros comuns que podem zerar sua nota

06 de novembro de 2026
Redação do Enem: 6 erros comuns que podem zerar sua nota

Destaques

  • •A redação do Enem é avaliada em cinco competências, cada uma valendo 200 pontos, totalizando 1000.
  • •Erros como falta de argumentação, uso da primeira pessoa, tangenciamento do tema e repetição de ideias podem levar à perda de pontos significativos.
  • •Especialistas recomendam planejamento, repertório cultural e atenção à norma culta para evitar falhas comuns.

A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcada para este domingo (8/11), é uma das partes mais temidas pelos estudantes devido ao seu peso na nota final e às dificuldades comuns com a escrita. O texto dissertativo-argumentativo é avaliado sob cinco competências, cada uma com pontuação máxima de 200 pontos, totalizando 1000 pontos. As competências abrangem o domínio da escrita formal, a compreensão e desenvolvimento da proposta, a seleção e organização de argumentos, o uso de mecanismos linguísticos para argumentação e a elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.

Erros comuns na argumentação e estrutura

Um dos erros mais frequentes é a falta de uma linha de argumentação clara, o que indica a ausência de um "projeto de texto". Alunos que não planejam como abordar o tema, quais argumentos usar e qual proposta de intervenção apresentar tendem a se perder. É fundamental que a redação tenha começo, meio e fim interconectados: uma introdução com tese bem elaborada, um desenvolvimento com dados factuais e referências, e uma conclusão embasada nos argumentos apresentados.

A dificuldade em construir uma boa argumentação, interpretar dados e contextualizar informações é outro ponto crítico. O repertório para isso advém de experiências pessoais e culturais, como livros, filmes, museus, notícias e conhecimentos de outras disciplinas. Fabiano Gonçalves, gerente de operações educacionais do Instituto Proa, sugere treinar o uso do tempo e realizar simulados corrigidos por profissionais que entendam as competências do Enem.

Evitando a perda de pontos na conclusão e no tema

Escrever em primeira pessoa, usar expressões como "acho que" ou "opino que", e apresentar conclusões desconectadas dos argumentos citados são motivos comuns para perda de pontos. Isso demonstra falta de compreensão da estrutura exigida pelo Enem, que demanda textos embasados por fatos e dados. Diferenciar fatos de opiniões é um bom começo, e a proposta de intervenção, embora pessoal, não deve ser escrita em primeira pessoa, mas sim fundamentada nas referências do texto.

Quando o aluno não compreende bem o tema ou se dispersa, as conclusões podem se tornar inconsistentes. É crucial "puxar a si mesmo" para o tema central ao longo do texto, evitando "tangenciar", que é falar sobre algo próximo, mas não sobre o tema em si. Daniely do Nascimento, ex-corretora do Enem, adverte sobre essa necessidade de atenção constante.

O perigo da repetição e da linguagem inadequada

A repetição de frases, palavras e argumentos que agregam pouca informação ao texto é um problema recorrente. Muitos alunos tentam "encher linguiça" com frases genéricas para aumentar o volume de texto, o que não é produtivo. Cada palavra e frase deve ser avaliada quanto à sua contribuição informativa. O espaço previsto no Enem é suficiente para apresentar o tema, discuti-lo e propor uma conclusão.

O domínio da escrita formal, a primeira competência avaliada, é frequentemente descumprido. O uso de abreviações como "vc" e "pq", gírias e expressões da linguagem oral ou de redes sociais garantem a perda de pontos. É preciso usar a norma culta, mas sem tentar ser excessivamente rebuscado, o que pode atrapalhar o aluno. A objetividade e clareza são ideais. Frases incompletas ou parágrafos desconexos prejudicam a coesão do texto, afetando duas competências.

Para evitar a desorganização, o planejamento prévio do texto é essencial. Alunos com dificuldade em iniciar podem citar referências históricas ou culturais relacionadas ao tema, mas com cuidado para que haja conexão com a argumentação. A prática constante de escrita e leitura é a melhor forma de se preparar, segundo os especialistas.

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