PT defende negacionismo econômico e pressiona por corte de juros

Destaques
- •Setores do PT defendem aumento de gastos públicos e corte de juros, ignorando riscos fiscais.
- •A pressão por juros baixos remete a erros passados que levaram o Brasil à recessão.
- •Lula precisa focar em ajuste econômico para garantir queda sustentável da inflação e juros.
Logo após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais, lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) voltaram a defender o chamado negacionismo econômico. A tese, que prega o aumento da dívida pública e a ampliação de gastos para estimular o consumo, além da redução dos juros pelo Banco Central sob o argumento de que a inflação está controlada, é vista como uma receita para o fracasso econômico.
A insistência do PT nessa linha de pensamento, que já levou o Brasil a crises no passado, causa espanto e é vista como um desejo do bolsonarismo. A avaliação é que, se o presidente Lula falhar na economia, a democracia poderá ficar novamente sob risco, com poucas chances de recuperação para o país.
A pressão por juros baixos e o risco fiscal
A narrativa defendida por parte do PT é que o aumento da dívida pública não seria um problema e que o governo deveria ampliar os gastos. Paralelamente, pressionam o Banco Central a reduzir a taxa Selic, alegando que a inflação está sob controle. Essa abordagem é criticada por ser uma fórmula que já resultou em fracasso e colapso econômico em outras ocasiões no Brasil.
O presidente Lula é alertado a não ignorar o eleitor de centro-direita, que se uniu em redes sociais contra o bolsonarismo. A mudança de rumo na economia, segundo essa visão, não deve ser para agradar ao mercado financeiro, mas sim para garantir a queda sustentável da inflação e, consequentemente, dos juros.
Lições do passado e o papel do Banco Central
A atual gestão do Banco Central não deve ceder a pressões por cortes na taxa Selic. A memória da gestão de Alexandre Tombini, que se deixou guiar pelos desejos da ex-presidente Dilma Rousseff, é um alerta. O corte forçado dos juros naquela época levou a uma disparada do dólar e da inflação, culminando em um cenário de recessão com preços em alta.
O PT frequentemente atribui a crise de 2015/2016 ao ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy. No entanto, a análise aponta que figuras como o ex-ministro Guido Mantega, Dilma Rousseff e o ex-secretário do Tesouro Arno Augustin foram os principais responsáveis pela crise. Guido Mantega, inclusive, tem dado conselhos econômicos em grupos de WhatsApp, levantando questionamentos sobre sua atuação.
O que esperar da economia
A postura de parte do PT em relação à economia é comparada à de negacionistas climáticos e terraplanistas. A expectativa é que o governo Lula priorize o ajuste econômico para que a inflação e os juros caiam de forma sustentável, evitando repetir erros do passado que prejudicaram o país.



