Profissionais de TI no Brasil: maioria tem entre 29 e 48 anos e ganha mais de R$ 10 mil

Destaques
- •Levantamento da Serasa Experian revela o perfil demográfico e socioeconômico de quase 200 mil profissionais de TI no Brasil.
- •A maior parte dos profissionais de tecnologia da informação no país tem entre 29 e 48 anos, com 33,1% recebendo mais de R$ 10 mil mensais.
- •O avanço de nuvem e IA impulsiona o setor, exigindo atualização contínua de competências técnicas e habilidades humanas.
Um levantamento inédito da Serasa Experian, datatech brasileira, analisou o perfil de 194.775 profissionais de tecnologia da informação (TI) identificados em sua base de dados no país. O estudo, realizado em setembro de 2026, detalha características demográficas e socioeconômicas desse público e acompanha as mudanças em sua composição nos últimos anos, em um cenário de forte transformação impulsionado por investimentos em nuvem e Inteligência Artificial (IA).
Segundo o Relatório Setorial 2025 da Brasscom, os investimentos em tecnologias no Brasil podem alcançar R$ 2 trilhões entre 2026 e 2029, com destaque para nuvem (R$ 765,6 bilhões) e IA (R$ 736,6 bilhões). Esse avanço demanda novas competências e reforça a necessidade de atualização constante dos profissionais.
Perfil etário dos profissionais de TI
A maior parte dos profissionais de TI identificados em 2026 tem entre 29 e 38 anos (35,8%) e 35,7% estão na faixa de 39 a 48 anos. Na sequência, 17,7% têm entre 49 e 65 anos, 7,8% entre 18 e 28 anos e 3,1% acima dos 65 anos.
Comparando com levantamentos anteriores, a composição etária tem se modificado. Em 2024, a maior concentração era entre 29 e 38 anos (43,3%), seguida pelos de 18 a 28 anos (32,2%). Em 2025, as faixas de 29 a 38 anos (37,5%) e 39 a 48 anos (34%) passaram a concentrar as maiores parcelas. Em 2026, esses percentuais se mantêm estáveis, com 35,8% e 35,7%, respectivamente.
“Os levantamentos mostram diferentes composições etárias ao longo dos anos. Os dados nos ajudam a observar a diversidade de perfis que atuam em tecnologia e reforçam que desenvolvimento e atualização são importantes em diferentes momentos da carreira”, comenta Leticia Sanchez, gerente executiva de Recursos Humanos da Serasa Experian.
Renda e gênero no setor de TI
No recorte de renda mensal estimada, 33,1% dos profissionais de TI identificados em 2026 recebem acima de R$ 10 mil. Outros 19,6% ganham entre R$ 2.001 e R$ 4 mil, enquanto 15,8% estão na faixa de R$ 4.001 a R$ 6 mil. As faixas de até R$ 2 mil e de R$ 6.001 a R$ 8 mil representam 11,2% e 11,1%, respectivamente.
Em relação ao gênero, 77,4% são homens, 18,5% são mulheres e 4,1% não têm informação de gênero na base. A predominância da classe B é notável, reunindo 55,1% dos profissionais, seguida pelas classes C (19,1%) e A (17%).
Competências e desenvolvimento na área de tecnologia
O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, aponta IA e big data, redes e cibersegurança, e letramento tecnológico como as competências com crescimento mais acelerado de demanda até 2030. Habilidades humanas como pensamento analítico, criatividade, resiliência e aprendizado contínuo também ganham importância.
A Serasa Experian, que emprega mais de 6,5 mil colaboradores no Brasil, incluindo mais de 2.900 em tecnologia (30,7% mulheres), investe no desenvolvimento de seus talentos com trilhas específicas de aprendizagem e plataformas como Udemy, Pluralsight, DataCamp e Alura. A empresa mapeia competências para identificar gaps e direcionar oportunidades de upskilling e reskilling.
“Conhecimento técnico precisa caminhar junto com pensamento analítico, adaptabilidade, colaboração e disposição para aprender continuamente. Para as empresas, o desafio é criar condições para que esses profissionais atualizem competências e enxerguem possibilidades de desenvolvimento à medida que novas tecnologias transformam funções e formas de trabalhar”, avalia Leticia Sanchez.



