PRIO critica imposto sobre exportação de petróleo e vê oportunidades no Brasil

Destaques
- •PRIO critica prorrogação de imposto de 12% sobre exportação de petróleo até 2026, considerando a medida inconstitucional e prejudicial ao setor.
- •Diretor da empresa destaca que a volatilidade e incerteza no Brasil também geram oportunidades para empresas preparadas, citando o crescimento da PRIO.
- •A exploração da Margem Equatorial é vista como crucial para manter o Brasil como grande exportador de petróleo após 2030.
O diretor de novos negócios e comercialização da PRIO (PRIO3), Bruno Menezes, criticou a decisão do governo de prorrogar a alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo até o fim de 2026, afirmando que a medida "atrapalha todo mundo". Segundo Menezes, a PRIO considera a taxação inconstitucional e já questiona a decisão na Justiça.
Durante sua participação na Conferência MBA Brasil 2026, em Chicago, Menezes ressaltou a importância de "saber a regra do jogo" no setor de óleo e energia. "Quando muda é ruim", disse ele, ao comentar sobre a instabilidade regulatória. Ele também defendeu a celeridade no licenciamento ambiental, alertando que governos "morosos" reduzem investimentos e prejudicam o progresso, impactando empregos e a economia.
Oportunidades na volatilidade
Apesar das críticas, Bruno Menezes vê o Brasil como um "país de oportunidades para quem se prepara e para quem tem coragem". Ele argumenta que a volatilidade e a incerteza, embora desafiadoras, também criam espaço para que empresas preparadas consigam aproveitar. Como exemplo, citou o crescimento da PRIO, que em 11 anos passou de "irrelevante" para a segunda maior operadora de petróleo do Brasil, atrás apenas da Petrobras.
"Não sei se seria possível em outros lugares", completou, destacando a capacidade da empresa de prosperar em um ambiente complexo.
Margem Equatorial e o futuro do Brasil como exportador
O executivo também abordou a importância da exploração da Margem Equatorial para o futuro do setor de petróleo no Brasil. Menezes explicou que, embora o país venha se consolidando como um grande exportador, os campos de produção atuais são finitos e a produção deve começar a cair a partir de 2030.
"A Margem Equatorial pode ser um novo pré-sal, se der certo, como na Guiana", afirmou. A exploração bem-sucedida dessa região seria fundamental para que o Brasil mantenha sua relevância global como um produtor confiável de petróleo, garantindo a continuidade do abastecimento e a posição do país no mercado internacional.
Conferência MBA Brasil 2026
Bruno Menezes participou da Conferência MBA Brasil 2026, que reúne executivos de grandes empresas brasileiras e internacionais em Chicago, nos Estados Unidos. O evento, em sua quinta edição, discute os rumos e as perspectivas de negócios dos principais setores da economia e do empreendedorismo brasileiros. A conferência ocorre nos dias 6 e 7 de novembro.



