Preços de imóveis residenciais sobem 0,48% em outubro, abaixo da inflação

Destaques
- •Índice FipeZAP aponta valorização de 5,44% em 12 meses, superando a inflação oficial.
- •Vitória lidera alta anual entre capitais e ostenta o metro quadrado mais caro do país.
- •Mercado imobiliário segue em desaceleração, com preços anunciados acima dos negociados.
Os preços dos imóveis residenciais anunciados para venda em outubro apresentaram uma alta média de 0,48% nas 56 cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP. Embora o valor continue a subir, a desaceleração é notável em comparação com os 0,58% registrados em setembro. No acumulado de 12 meses, a valorização chega a 5,44%, superando a inflação estimada pelo IPCA (4,82%) e o IGP-M (5,24%), que é considerado o índice de aluguel.
A alta dos preços segue disseminada pelo país, com 44 das 56 cidades pesquisadas registrando valorização em outubro. Dentre as 22 capitais acompanhadas, 19 apresentaram aumento. Aracaju liderou os aumentos mensais entre as capitais, com 1,99%, seguida por Brasília (1,85%) e Recife (1,49%). Em contrapartida, Campo Grande registrou a maior queda (-1,72%), seguida por Belém (-0,59%) e Curitiba (-0,43%).
Vitória se destaca em valorização e preço
A capital capixaba, Vitória, tem sido um dos principais destaques do mercado imobiliário brasileiro em 2026. No acumulado de janeiro a outubro, os preços anunciados na cidade subiram 12,27%, quase três vezes a média nacional de 4,54%. Aracaju aparece em segundo lugar entre as capitais, com 11,24% de valorização, seguida por Manaus (8,88%), Brasília (8,71%) e Fortaleza (8,57%).
O desempenho dessas cidades contrasta com mercados como Belo Horizonte (0,28% no ano), Porto Alegre (0,91%) e Campo Grande (0,78%). Curitiba foi a única capital com variação negativa no acumulado do ano (-0,07%).
Metro quadrado mais caro do país está em Vitória
Além de liderar a valorização acumulada, Vitória também ostenta o maior preço médio anunciado por metro quadrado entre as 22 capitais pesquisadas. Em outubro, o valor atingiu R$ 15.938, superando Florianópolis (R$ 13.690) e São Paulo (R$ 12.254). Considerando todas as 56 cidades, o preço médio nacional foi de R$ 10.065 por metro quadrado.
Municípios como Balneário Camboriú (SC) e Itapema (SC) também apresentam preços médios elevados, superando Florianópolis e São Paulo, com valores de R$ 15.325 e R$ 15.232 por metro quadrado, respectivamente. Pelotas (RS) registrou o menor valor, R$ 4.739 por metro quadrado.
Compactos continuam valorizados, mas com ressalvas
O levantamento do Índice FipeZAP também aponta que imóveis com um dormitório acumularam valorização de 7,29% nos últimos 12 meses, acima da média geral de 5,44%. Já unidades com três dormitórios apresentaram o menor aumento no período (3,66%). O preço médio do metro quadrado também é mais alto em unidades compactas (R$ 12.319 para um dormitório), enquanto apartamentos de dois dormitórios tiveram o menor valor médio (R$ 9.042).
É importante notar que o Índice FipeZAP acompanha preços de anúncios, não os valores efetivamente negociados, que podem ser menores após descontos. Além disso, a valorização do preço anunciado não equivale necessariamente à rentabilidade do investimento, que deve considerar aluguéis, custos de manutenção e vacância.
São Paulo e Rio de Janeiro apresentam desempenhos distintos
O mercado imobiliário de São Paulo, o maior do país, mostrou um desempenho mais moderado. Em outubro, os preços subiram 0,40%, abaixo da média nacional de 0,48%. No acumulado do ano, a alta foi de 3%, inferior aos 4,54% do índice geral. Em 12 meses, a valorização de 3,59% ficou abaixo da inflação estimada, indicando perda de valor real.
O Rio de Janeiro apresentou comportamento diferente, com alta de 0,62% em outubro e valorização de 5,80% em 12 meses, superando a inflação. No entanto, o metro quadrado médio em São Paulo (R$ 12.254) continua mais caro que no Rio de Janeiro (R$ 11.372).



