PGR se posiciona contra afastamento de diretores da Polícia Federal

Destaques
- •Procuradoria Geral da República pede que diretores da PF não sejam afastados por falta de provas concretas.
- •Afastamento dos diretores pode gerar 'risco à ordem pública', segundo a PGR.
- •Acompanhar novas decisões do STF sobre o caso e desdobramentos da Operação Compliance Zero.
A Procuradoria Geral da República (PGR) se manifestou ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. A PGR argumenta que não há elementos suficientes que justifiquem a medida drástica.
O parecer, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, destaca que a simples posição hierárquica não basta para responsabilizar os servidores. É preciso apresentar evidências concretas de participação em atos ilícitos, o que, segundo a PGR, não foi demonstrado na decisão original.
O afastamento, que já foi revertido e anulado por diferentes ministros do STF, é visto pela PGR como um potencial “risco à ordem pública”, com efeitos que extrapolam um processo específico. A investigação em questão é a Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras e corrupção envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

