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Petrobras reajusta querosene de aviação em 7,2% a partir de novembro

01 de novembro de 2026
Petrobras reajusta querosene de aviação em 7,2% a partir de novembro

Destaques

  • •Petrobras anuncia aumento de 7,2% no preço do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras, elevando o litro em R$ 0,45.
  • •O reajuste, o quarto consecutivo, reflete tensões geopolíticas no Oriente Médio e redução da capacidade de refino na Rússia, elevando custos das companhias aéreas para mais de 45% das despesas operacionais.
  • •A Petrobras mantém o preço competitivo com mercados internacionais, que têm revisões mais frequentes, e oferece parcelamento de reajustes para mitigar impacto financeiro.

A Petrobras anunciou um reajuste de 7,2% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras, com validade a partir de domingo, 1º de novembro. O aumento representa um acréscimo de R$ 0,45 por litro em relação ao mês anterior. Este é o quarto aumento consecutivo do combustível, que já havia subido cerca de 12% em outubro e aproximadamente 13,9% em setembro.

Segundo a estatal, o reajuste é motivado pela elevação das cotações internacionais do QAV. O cenário global é marcado pela intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, em decorrência do conflito entre os dois países. Essa instabilidade tem mantido os preços do petróleo e derivados em patamares elevados, com o petróleo Brent fechando a US$ 113 por barril na sexta-feira anterior ao anúncio.

Impacto nas companhias aéreas

O aumento contínuo do QAV pressiona os custos das companhias aéreas brasileiras. Antes do conflito no Oriente Médio, o combustível representava cerca de 30% a 32% das despesas operacionais do setor. Com a alta do petróleo e do QAV, essa participação ultrapassou 45%, de acordo com a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas).

Em agosto, a Abear informou que as companhias Latam, Gol e Azul gastaram R$ 5,2 bilhões a mais do que o previsto em 2026 com combustível devido à disparada das cotações internacionais. A alta dos custos também levou as empresas a reduzir a oferta de voos e retirar aeronaves de maior porte de circulação em alguns períodos do ano.

Competitividade e política de preços da Petrobras

A Petrobras reajusta mensalmente o combustível por meio de uma fórmula paramétrica contratual que atua como um amortecedor de curto prazo, resultando em reajustes mais moderados do que os praticados internacionalmente. Nos principais mercados internacionais, os preços do QAV para companhias aéreas são ajustados com maior frequência, podendo chegar a revisões diárias, o que faz com que reflitam mais rapidamente as condições de mercado.

A estatal destacou que as variações acumuladas desde o início do conflito têm sido superiores nos mercados internacionais às observadas no Brasil. Isso indica que o preço do QAV da Petrobras permanece competitivo, apesar dos aumentos. A Petrobras responde por cerca de 85% da produção nacional do combustível, mas o mercado brasileiro é aberto à atuação de outros produtores e importadores.

Histórico de reajustes e medidas de mitigação

Este é o quarto aumento consecutivo promovido pela companhia. Em outubro, o preço médio do QAV foi reajustado em 11,7%, após elevações de 13,9% em setembro e 1,9% em agosto. Em junho e julho, a estatal havia reduzido os valores em 14,2% e 14,4%, respectivamente. Desde 1º de março, o preço médio do QAV já acumula alta de 90%, segundo dados da Abear.

Para mitigar o impacto financeiro imediato dos aumentos, a Petrobras retomou em setembro um programa que permite às distribuidoras parcelar os reajustes do QAV em 3 parcelas mensais. A empresa não mencionou se está atendendo a todos os pedidos para o mês de novembro das distribuidoras, como fez em outubro.

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