Bolívia e Equador declaram emergência por efeitos do El Niño

Destaques
- •Bolívia decreta emergência nacional para combater seca e prevenir inundações causadas pelo El Niño.
- •Equador declara estado de emergência em Galápagos devido a fortes chuvas que causaram alagamentos e danos.
- •Ambos os países buscam mobilizar recursos e cooperação internacional para mitigar os impactos climáticos.
Os governos da Bolívia e do Equador adotaram medidas de emergência diante dos efeitos do fenômeno climático El Niño. Na Bolívia, o presidente Rodrigo Paz decretou emergência nacional para mobilizar recursos humanos e financeiros e enfrentar a seca que atinge diversas regiões do país, além de prevenir possíveis inundações. No Equador, fortes chuvas provocaram alagamentos e danos à infraestrutura do arquipélago de Galápagos, levando as autoridades a declarar situação de emergência.
O decreto na Bolívia, promulgado em 31 de outubro, prevê a atuação coordenada do governo central, administrações departamentais e municipais, e instituições de resposta a desastres. O presidente Rodrigo Paz afirmou que a decisão busca antecipar os efeitos do fenômeno e reunir recursos nacionais e apoio da cooperação internacional, alertando para a possibilidade de enfrentar períodos de seca severa e, posteriormente, inundações. A medida abre caminho para a ativação de mecanismos de financiamento para o atendimento da emergência.
Impactos da seca na Bolívia
Segundo o ministro da Defesa boliviano, Ernesto Justiniano, a estiagem já afeta 114.048 famílias em 63 municípios de seis departamentos. Os registros indicam 78.217 famílias afetadas e 35.831 desabrigadas ou diretamente atingidas entre junho e outubro. Foram prejudicadas 1.486 comunidades, 167.511 hectares e houve perda de 75.013 cabeças de gado. O ministro alertou para a possibilidade de eventos climáticos extremos, com escassez de água em uma região e excesso em outra.
Chuvas e alagamentos em Galápagos
No Equador, as chuvas intensas registradas entre 30 e 31 de outubro atingiram principalmente a ilha de Santa Cruz, em Galápagos. Cerca de 2 mil pessoas foram afetadas pelas inundações, com casas e ruas alagadas e danos à principal via da ilha. O Comitê de Operações de Emergência (COE) Nacional determinou a evacuação preventiva de famílias em áreas de risco e habilitou cinco alojamentos temporários. Dez toneladas de ajuda humanitária, com kits emergenciais e materiais de alojamento, chegaram à região, além de 40 bombas de água para auxiliar na recuperação agrícola.
Medidas preventivas e próximas ações
A secretária nacional de Gestão de Riscos do Equador, Carolina Lozano, anunciou a chegada da ajuda humanitária. O monitoramento indicou que as chuvas continuavam em 1º de novembro, com menor intensidade em Santa Cruz, mas também registradas em San Cristóbal e Isabela. O Parque Nacional Galápagos suspendeu temporariamente o acesso a pontos turísticos como medida preventiva. O decreto boliviano prevê ações para o período 2026-2027, incluindo prevenção contra geadas, granizo, incêndios florestais, inundações e transbordamentos de rios.
Matérias originais
- Seca na Bolívia, inundações no Equador: países declaram emergência por efeitos do Super El Niño · operamundi.uol.com.br



