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Pai que jogou filho de ponte no RS vai a júri popular nesta quarta (4)

30 de outubro de 2026
Pai que jogou filho de ponte no RS vai a júri popular nesta quarta (4)

Destaques

  • •Tiago Ricardo Felber será julgado por Tribunal do Júri em São Gabriel (RS) nesta quarta-feira (4) pelo assassinato do próprio filho.
  • •O crime, ocorrido em março de 2025, foi motivado por vingança contra a ex-esposa, mãe da criança.
  • •O julgamento contará com reforço de segurança e a previsão é de que oito pessoas sejam ouvidas, incluindo a mãe da vítima e o réu.

Tiago Ricardo Felber, o pai que confessou ter arremessado o próprio filho de uma ponte em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, será submetido ao Tribunal do Júri na próxima quarta-feira (4). O crime chocou o país em março de 2025 e teve como motivação a vingança contra a ex-esposa, mãe da criança.

A sessão plenária está prevista para ocorrer em um único dia, podendo se estender até a madrugada de quinta-feira (5). O réu está preso desde a época do homicídio, quando, após jogar o menino Théo Ricardo Feber, de apenas 5 anos, de uma estrutura de cerca de 15 metros de altura, enviou um áudio para a ex-companheira afirmando ter feito uma “loucurinha” contra o filho.

O crime e as qualificadoras

Tiago Ricardo Felber responde por homicídio qualificado, homicídio tentado qualificado, homicídio qualificado consumado e ameaça contra a ex-companheira. Entre as qualificadoras reconhecidas estão motivo torpe, traição, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. O fato de o menino ser menor de 14 anos e o crime ter sido praticado contra descendente também foram considerados.

No homicídio consumado, foram reconhecidas ainda as qualificadoras de meio cruel e de ocultação de outro crime. De acordo com o laudo pericial, a causa da morte de Théo foi traumatismo cranioencefálico decorrente da queda.

O julgamento

A previsão é de que sejam ouvidas oito pessoas durante o julgamento: a mãe de Théo, na condição de vítima do crime de ameaça; duas testemunhas arroladas pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS); três pela assistência de acusação; uma pela defesa; e, por fim, haverá o interrogatório do réu.

Os debates entre acusação e defesa devem durar cerca de cinco horas. O julgamento contará com reforço de segurança da Polícia Judicial e da Brigada Militar (BM) para garantir a ordem durante o processo.

Relembre o caso

A criança, que morava com a mãe em Nova Hartz, foi levada pelo pai no dia 22 de março de 2025, supostamente para celebrar o aniversário de 40 anos do pai. Pouco tempo depois de ter jogado o menino, ele enviou um áudio para a ex-companheira: “Aguenta o coração para o resto da vida, atirei o Théo “debaixo” da ponte agora”, disse ele. Em depoimento à polícia, o pai confessou que no dia anterior ao crime teria tentado estrangular o filho. Théo foi arremessado vivo de uma ponte com cerca de 15 metros de altura.

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