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Cinco estados em alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave, aponta Fiocruz

30 de outubro de 2026
Cinco estados em alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave, aponta Fiocruz

Destaques

  • •Cinco estados brasileiros registram nível de alerta ou risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
  • •Aumento de casos de Covid-19 impulsiona a SRAG em alguns estados, enquanto outros não têm dados suficientes para identificar o vírus causador.
  • •Fiocruz recomenda que grupos prioritários verifiquem a vacinação contra a Covid-19, especialmente idosos e imunocomprometidos.

Cinco estados brasileiros estão em nível de alerta ou risco para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), condição frequentemente impulsionada pelo SARS-Cov-2 (coronavírus). Os estados em questão são Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Maranhão. Eles apresentaram um sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a Semana Epidemiológica 42, que compreende o período de 18 a 24 de outubro. A expectativa é de que o risco permaneça nas próximas semanas. Outras duas unidades federativas, Roraima e Santa Catarina, também indicaram sinais de alerta, mas sem o crescimento na tendência de longo prazo observado nos demais.

Aumento de casos e vírus circulantes

O boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (28), apontou um aumento nos casos graves de Covid-19 que resultaram em SRAG. Em paralelo, houve uma queda nos casos de metapneumovírus e uma estabilização de rinovírus. No entanto, os casos graves por Covid-19, apesar do aumento pontual, permanecem em níveis baixos quando comparados ao período pandêmico.

A síndrome, que causa dificuldade para respirar e pode estar associada à pneumonia, é geralmente causada por Covid-19, influenza (gripe) e outras infecções virais. A análise por estado indica que em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o aumento da SRAG é atribuído ao Sars-CoV-2. O segundo estado também registrou elevação nos casos de rinovírus.

Recomendação de vacinação e mortalidade

A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, ressalta a importância da vacinação. “Mesmo com o baixo número de hospitalizações por Covid-19 é muito importante que as pessoas dos grupos prioritários verifiquem se estão em dia com a vacina contra o vírus. Lembrando que idosos e pessoas imunocomprometidas precisam tomar doses de reforço da vacina contra a Covid-19 a cada seis meses”, alertou.

Em relação aos vírus identificados em casos positivos nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a proporção foi de 4,1% de influenza A, 5,4% de influenza B, 11,5% de vírus sincicial respiratório (VSR), 53,3% de rinovírus e 6,4% de Sars-CoV-2. Entre as mortes analisadas no mesmo período, a presença desses vírus foi de 4,8% de influenza A, 7,6% de influenza B, 8,6% de VSR, 42,9% de rinovírus e 19% de Sars-CoV-2.

O que vem a seguir

Nos estados de Maranhão e Amapá, o estudo não encontrou dados laboratoriais suficientes para determinar o vírus específico responsável pelo aumento dos casos de SRAG. A expectativa é de que os próximos boletins monitorem a evolução da tendência de longo prazo e a circulação viral para avaliar a necessidade de novas medidas de saúde pública.

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