Cuba celebra apoio da ONU contra bloqueio dos EUA e critica isolamento americano

Destaques
- •Presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirma que apoio majoritário da comunidade internacional à ilha foi evidente na Assembleia Geral da ONU.
- •Cuba reivindica o fim do bloqueio econômico, comercial, energético e financeiro imposto pelos Estados Unidos, condenado pela grande maioria dos países-membros há 33 anos.
- •A votação da resolução cubana está prevista para esta quarta-feira (28/10) na sede da ONU, em Nova York.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, celebrou o que chamou de "apoio majoritário" da comunidade internacional à ilha durante o primeiro dia de debates na Assembleia Geral das Nações Unidas sobre a resolução que pede o fim do bloqueio imposto pelos Estados Unidos. Em suas redes sociais, o chefe de Estado cubano destacou que a condenação ao bloqueio e à política de "máxima asfixia" do governo americano foi evidente.
"Hoje, na ONU, o apoio majoritário da comunidade internacional a Cuba ficou evidente na condenação do bloqueio e contra a política de máxima asfixia do governo dos EUA", escreveu Díaz-Canel. Ele ressaltou que a maioria dos oradores, incluindo representantes de blocos regionais, foi clara em sua denúncia contra a política americana.
Críticas ao representante dos EUA
O presidente cubano criticou a postura do representante dos Estados Unidos durante o debate, afirmando que o país agiu em "óbvio isolamento". Segundo Díaz-Canel, o representante americano "não teve coragem de explicar ao mundo a razão do cerco energético criminoso ao qual submeteram o povo cubano, nem o reforço da extraterritorialidade do bloqueio".
"Eles podem pressionar nações soberanas, intimidar, fazer fabulações que distraem, mas a grande maioria sabe de que lado está a verdade", declarou o líder cubano, reforçando a posição de Cuba.
O bloqueio e a votação na ONU
A resolução cubana, que exige o fim do bloqueio econômico, comercial, energético e financeiro imposto à ilha, tem recebido o apoio da grande maioria dos países-membros da Organização das Nações Unidas por 33 anos consecutivos. O debate sobre a resolução continua nesta quarta-feira (28/10), com discursos de embaixadores de mais de uma dúzia de países na sede da ONU, em Nova York.
Após os discursos, a resolução será submetida à votação. O governo cubano considera o bloqueio uma política criminosa e uma ameaça, enquanto o presidente Díaz-Canel concluiu sua mensagem afirmando que "Cuba não é uma ameaça, o bloqueio é".
Matérias originais
- Presidente cubano destaca apoio majoritário na ONU ao fim do bloqueio dos EUA · operamundi.uol.com.br



