O "pretinho básico": de Henry Ford à Princesa Diana, a história de um ícone

Destaques
- •O vestido preto, popularizado por Coco Chanel em 1926, revolucionou a moda ao trazer elegância funcional e acessível.
- •A peça atravessou décadas, marcando presença em momentos icônicos como em "Bonequinha de Luxo" e o "revenge dress" da Princesa Diana.
- •Apesar de menos favorecido por algoritmos de redes sociais, o "little black dress" continua sendo um símbolo de versatilidade e empoderamento feminino.
Em outubro de 1926, a revista Vogue comparou um vestido de Gabrielle Chanel ao Ford Model T de Henry Ford. A peça, um vestido preto de silhueta reta, foi batizada de "o Ford da Gabrielle Chanel" por democratizar a elegância, assim como o carro fez com o automóvel.
Antes disso, em 1884, o retrato Madame X de John Singer Sargent escandalizou Paris ao exibir a socialite Virginie Amélie Avegno Gautreau em um vestido preto justo. A peça, que evoluiu do luto ao luxo, tornou-se um símbolo de revolução e empoderamento feminino.
O vestido preto acumulou momentos icônicos, como o usado por Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo (1961) e o "revenge dress" da Princesa Diana em 1994, após a confirmação da infidelidade do Rei Charles 3º.
Apesar de sua versatilidade e apelo atemporal, o "pretinho básico" enfrenta desafios com algoritmos de redes sociais que favorecem o excesso e a novidade. No entanto, ele permanece um item essencial e confiável no guarda-roupa feminino.
