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Nova profissão: Administradores de casas ganham até US$ 120 mil por ano nos EUA

08 de novembro de 2026

Destaques

  • •Profissionais com perfil de gestão de operações cuidam de residências como se fossem empresas, combinando funções de faxineiro, planejador e organizador.
  • •A demanda por administradores de casas cresceu 64% em agências de recrutamento doméstico, refletindo a necessidade de famílias de classe média e alta com ambos os cônjuges trabalhando.
  • •Profissionais podem ganhar até US$ 120 mil anuais, com potencial de dobrar a renda líquida se gerenciarem equipes, e buscam flexibilidade e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

A profissão de administrador de casas, que combina as funções de faxineiro, planejador e organizador com uma mentalidade de executivo, tem ganhado força nos Estados Unidos. Esses profissionais são responsáveis por manter residências funcionando como empresas, eliminando a desordem cotidiana e garantindo que tudo esteja impecável. Um exemplo é Kim House, que atende nove famílias na região metropolitana de Atlanta, cobrando cerca de US$ 60 por hora e faturando aproximadamente US$ 120 mil por ano. Ela estima que, com uma equipe sob sua supervisão, sua renda líquida poderia chegar a US$ 200 mil.

Crescente demanda e perfil dos clientes

Originalmente restrita a famílias de altíssimo patrimônio, a demanda por administradores de casas tem se expandido para famílias de classe média e média alta. Esse aumento é impulsionado pelo cenário em que a maioria dos lares americanos conta com dois adultos trabalhando. Agências de recrutamento como a Town + Country registraram um aumento de 64% nos pedidos por esses profissionais neste ano em comparação com 2025. A Grapevine, especializada em clientes de alto patrimônio, viu a demanda quase dobrar desde o ano passado.

Profissionais como Nicole Giampaglia, de 26 anos, descrevem a necessidade de "sistemas organizados" em lares que, nos bastidores, podem ser caóticos. Ela exemplifica seu trabalho ao chegar a uma casa com a pia cheia de louça, roupas transbordando e brinquedos espalhados, e em poucas horas deixar o ambiente "com aparência de que ninguém morava ali". Giampaglia cobra US$ 50 por hora e busca flexibilidade e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Oportunidade de carreira e remuneração

Kellie Rae Williams, ex-dançarina, atua como administradora em tempo integral para uma família de alto patrimônio em São Francisco, focando na "reorganização diária" para manter tudo "impecável". A Sage Haus, empresa de recrutamento de administradores domésticos, possui um banco de dados com mais de 25 mil profissionais e contratou para mais de 900 famílias neste ano, ante 100 em 2025. A empresa cobra uma taxa fixa de US$ 7.499 para famílias que buscam um administrador para 30 horas semanais ou mais, com rendas familiares que variam de US$ 150 mil a US$ 600 mil ou mais.

Theresa Boch, 57 anos, encontrou na profissão uma alternativa após ser demitida de um cargo de assistente executiva. Trabalhando cerca de 20 horas semanais para uma médica, ela recebe US$ 35 por hora e descreve o trabalho como "brincar de casinha", cuidando de uma casa que ela não poderia pagar. Embora estabeleçam limites para tarefas mais pesadas, como limpeza de vasos sanitários, o trabalho envolve intimidade, como organizar guarda-roupas e gerenciar compras online.

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