Netanyahu na ONU: Protestos, acusações e 'guerra em sete frentes'

Destaques
- •Delegações, incluindo a do Brasil, deixam plenário da ONU durante discurso de Netanyahu.
- •Primeiro-ministro israelense acusa países como França e Reino Unido de hipocrisia e nega genocídio.
- •Netanyahu afirma que Israel está em 'guerra em sete frentes' contra grupos como Hamas, Hezbollah e Irã.
O palco da 81ª Assembleia Geral da ONU virou palco de protesto nesta quinta-feira. Dezenas de delegações, incluindo a do Brasil, se retiraram do salão assim que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, começou seu discurso.
Netanyahu rebateu as críticas internacionais, chamando-as de 'hipocrisia estarrecedora' e negando as acusações de genocídio contra Israel. Ele ainda minimizou a violência dos colonos na Cisjordânia, descrevendo-os como um 'grupo de jovens delinquentes', apesar de organizações como a B’Tselem e a Human Rights Watch apontarem que essa violência é uma ferramenta sistêmica apoiada pelo Estado.
O premiê israelense declarou que o país está em uma 'guerra em sete frentes', citando o Hamas, Hezbollah, Houthis, Irã, e grupos no Iraque, Síria e Palestina. Ele também atacou o presidente turco Recep Erdogan, chamando-o de 'tirano', e ironizou o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, que defendeu sua prisão.
O discurso também incluiu alegações sobre a guerra contra o Irã e a destruição de suas instalações nucleares, algo que Teerã e a AIEA negam. A tensão global em torno do conflito e as declarações de Netanyahu pintam um quadro complexo e volátil na região 🌍.

