Briga de advogados expõe risco para vítimas de Mariana

Destaques
- •Fundador do escritório PG pede para ter nome retirado após acusações de ameaça a clientes.
- •Escritório PG é acusado de ameaçar processar vítimas que buscarem outra representação legal.
- •Decisão judicial no Brasil impede uso do nome 'Pogust Goodhead' pelo escritório PG.
Uma verdadeira novela jurídica está se desenrolando nos bastidores da representação das vítimas do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). O advogado norte-americano Harris Pogust, um dos fundadores do escritório PG (Pogust Goodhead), usou o LinkedIn para anunciar que pediu a retirada de seu nome da firma, em Londres.
O motivo? Pogust criticou duramente a possibilidade de o escritório PG exigir pagamento das vítimas que optarem por trocar de representação legal. Ele questionou a postura de um escritório em que as pessoas confiaram de 'corpo e alma' ameaçar processá-las por buscarem outra defesa.
A treta não para por aí. O ex-sócio Tom Goodhead, que também já deixou o PG, declarou apoio a Pogust e afirmou que está preparando medidas judiciais no Reino Unido. Ele já conseguiu uma decisão no Brasil que impede o uso do nome 'Pogust Goodhead' por lá.
Enquanto isso, o escritório PG se defende, dizendo que já planejava a mudança de nome e não quer vínculos com quem não faz mais parte da estrutura. A disputa pela representação das vítimas agora envolve também o escritório BGI, e uma audiência em Londres em outubro definirá os próximos passos.
A novela promete continuar, com a fase de cálculo de indenizações estimada em £ 36 milhões (R$ 247 milhões) prevista para começar em 2027. ⚖️
