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NASA encerra missão do telescópio Swift após falha em resgate espacial

26 de outubro de 2026

Destaques

  • •A NASA encerrou oficialmente a missão do telescópio espacial Swift após uma tentativa de resgate falhar.
  • •O observatório, que operou por mais de 20 anos e contribuiu para milhares de artigos científicos, deve reentrar na atmosfera terrestre nas próximas semanas.
  • •A tentativa de resgate, realizada pela empresa Katalyst Space Technologies com a nave LINK, falhou devido a problemas no sistema de propulsão e nas rodas de reação da nave de resgate.

A NASA encerrou oficialmente a missão do telescópio espacial Swift após uma tentativa de resgate falhar. O observatório, que estudou o Universo por mais de 20 anos, está perdendo altitude e deve reentrar na atmosfera da Terra nas próximas semanas. A operação de resgate, conduzida pela empresa Katalyst Space Technologies com a nave LINK, não obteve sucesso.

A nave LINK foi lançada em 3 de julho com o objetivo de alcançar o Swift e impulsioná-lo para uma órbita mais alta, prolongando sua vida útil. No entanto, cerca de três semanas após o lançamento, a LINK apresentou falhas em seu sistema de propulsão e nas rodas de reação, que são responsáveis por manter sua orientação. Essas falhas impediram que a nave capturasse e elevasse o telescópio, embora tenha chegado a se aproximar a uma distância de 12 a 15 quilômetros.

Missão estendida e descobertas científicas

Lançado em novembro de 2004, o telescópio Swift foi projetado para operar por apenas dois anos, mas permaneceu em atividade por mais de duas décadas. Sua principal missão era estudar explosões de raios gama, um dos fenômenos mais energéticos do Universo. Ao longo de sua operação, o observatório coletou seus últimos dados científicos em 20 de outubro, tendo registrado mais de duas mil explosões de raios gama e estudado mais de 1,4 mil supernovas.

O Swift também observou asteroides, cometas e buracos negros, além de realizar um levantamento completo do céu em raios X. Os dados coletados pelo telescópio foram fundamentais para a publicação de aproximadamente sete mil artigos científicos, e a NASA espera que o arquivo de observações continue a servir de base para novas descobertas por décadas.

"Durante esse período, o Swift teve papel importante no avanço da nossa compreensão de um Universo em transformação e fez parte de revolução na astrofísica, que mostrou como observações rápidas são fundamentais para toda a comunidade científica", afirmou Shawn Domagal-Goldman, diretor da Divisão de Astrofísica da NASA.

O desafio do resgate espacial

O telescópio Swift estava perdendo altitude devido ao arrasto atmosférico e não possuía propulsores próprios para compensar essa perda. Em setembro de 2025, a NASA concedeu à Katalyst um contrato de US$ 30 milhões (cerca de R$ 162 milhões) para tentar salvar o observatório. A solução proposta envolvia a nave LINK, do tamanho aproximado de uma geladeira, equipada com três braços robóticos.

A missão era inédita, pois nenhuma nave privada havia capturado e elevado um satélite que não tivesse sido projetado para receber esse tipo de manutenção. A rapidez era crucial, pois o Swift continuava a perder altitude enquanto a operação era preparada. Apesar de não ter conseguido prolongar a vida útil do telescópio, a NASA considerou que o projeto contribuiu para o desenvolvimento de tecnologias de manutenção robótica no espaço e testou a capacidade de realizar operações complexas em prazos curtos.

O telescópio, oficialmente nomeado Neil Gehrels Swift Observatory em 2018 em homenagem ao seu primeiro investigador principal, retornará à atmosfera terrestre nas próximas semanas. Os dados acumulados continuarão disponíveis para pesquisas científicas.

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